

Os consumidores da zona euro subiram as expectativas da taxa de inflação para 3,1%, em setembro face a agosto, e preveem menos crescimento económico nos próximos doze meses, segundo uma pesquisa do Banco Central Europeu (BCE), divulgada esta sexta-feira.
As expectativas medianas de inflação para os próximos 12 meses dos consumidores passaram para 3,1% em setembro, contra 3,0% em agosto, de acordo com o estudo do BCE, no qual a inflação percecionada cresceu para 3,6% quando em agosto tinha sido de 3,5%.
As expectativas da inflação a três e cinco anos mantiveram-se algo melhor em relação à dos próximos doze meses, com valores, respetivamente, de 2,9% e 2,5%.
Já a perspetiva de crescimento económico para os próximos doze meses piorou para -1,5% na pesquisa do BCE de setembro, quando em agosto o dado foi de -1,2%.
Em relação aos rendimentos, os participantes do estudo do BCE elevaram as expectativas de crescimento nominal para os próximos doze meses de 1,0% em agosto para 1,1% em setembro.
O dado relativo ao crescimento dos gastos consultados para os próximos doze meses passou de 3,6% em agosto para 3,7% em setembro.
As perspetivas de desemprego também pioraram, pois a taxa de desemprego esperada passou de 11% na pesquisa de agosto para 11,3% na de setembro.
Sobre o custo da habitação, os consumidores consultados referiram que subiram uma décima a previsão de encarecimento para aquele bem, ao passarem de 3,4% em agosto para 3,5% em setembro.
Sobre a taxa de juro do crédito à habitação para os próximos 12 meses, os consumidores não mudaram de opinião em relação à consulta de julho, ao manterem a mesma em 4,9%.