Exportações chinesas de ventiladores para a Europa sobem até 97% nos primeiros cinco meses

A expetativa é que as encomendas continuem a aumentar no próximo ano.
Exportações chinesas de ventiladores para a Europa sobem até 97% nos primeiros cinco meses
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As exportações chinesas de ventiladores elétricos para vários países europeus aumentaram entre 20% e 97% nos primeiros cinco meses do ano, antes da vaga de calor na Europa e reacendeu o debate sobre equipamentos de arrefecimento, como o ar condicionado.

Os dados resultam de uma análise divulgada esta segunda-feira, 29 de junho, pelo portal económico chinês Yicai, com base em estatísticas oficiais das alfândegas sobre as vendas de ventiladores para Bélgica, França, Alemanha, Países Baixos, Portugal, Espanha e Reino Unido.

Li Mingyang, diretor-geral da fabricante de eletrodomésticos Luckyway, afirmou ao portal que o valor das vendas de ventiladores da empresa para a Europa aumentou cerca de 20% em relação ao ano passado.

"O clima na Europa está extremamente quente, algo que não esperávamos. Esperamos que as encomendas continuem a aumentar no próximo ano", afirmou o responsável, revelando ainda que uma "grande cadeia retalhista" europeia contactou a empresa para desenvolver ventiladores com função de vaporização.

Segundo Li, a popularidade dos ventiladores na Europa deve-se, em parte, aos elevados custos associados à instalação de aparelhos de ar condicionado.

No entanto, também os ventiladores registaram aumentos de preços nos últimos meses, entre 7% e 8% no caso da Luckyway, devido à subida dos preços de matérias-primas essenciais, como o cobre e o plástico, bem como ao impacto das flutuações cambiais.

De acordo com um trabalhador de uma fábrica de ventiladores na província de Guangdong, citado pelo Yicai, o aumento das encomendas provenientes da Europa levou algumas empresas a manter uma postura de "prudência" quanto às margens de lucro.

Guangdong é um dos principais centros industriais e exportadores da China.

A vaga de calor extremo que afeta vários países europeus levou ao cancelamento de festivais e outros eventos de grande dimensão, ao encerramento de escolas e a perturbações nos transportes em países como França, Países Baixos, Alemanha e Reino Unido, onde as temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius em várias regiões.

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