

As exportações da indústria alimentar e das bebidas aumentaram 3,33% até maio face ao mesmo período de 2025, somando 3,3 mil milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) citados esta terça-feira pela associação setorial.
Em comunicado, com base numa análise feita aos dados do INE, a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) detalha que as exportações para o mercado extracomunitário aumentaram 5,92% entre janeiro e maio, destacando-se os mercados cabo-verdiano (19,64%), brasileiro (15,93%), angolano (11,62%) e japonês (10,68%).
No caso dos Estados Unidos da América, houve uma quebra de 9,64% nas importações de produtos alimentares e bebidas portuguesas, “refletindo um contexto internacional mais exigente para as empresas exportadoras”.
Já para o espaço da União Europeia, as exportações cresceram 2,17% até maio, para 2,3 mil milhões de euros.
Neste bloco, destacaram-se os crescimentos de Itália (20,64%) e Países Baixos (19,94%), bem como as reduções das importações de Polónia (10,66%) e Bélgica (5,10%).
Para o presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, os resultados mostram a capacidade de as empresas para competir nos mercados internacionais.
“É particularmente positivo verificar o dinamismo dos mercados extracomunitários, uma evolução que confirma a importância de diversificar os mercados de destino e reduzir a dependência dos mercados tradicionais”, disse, citado no documento, onde pediu um reforço dos instrumentos de apoio.
“Num contexto marcado por tensões geopolíticas, pressões inflacionistas e crescente concorrência internacional, é essencial reforçar os instrumentos de apoio à internacionalização, promover a competitividade das empresas e assegurar um enquadramento regulatório que favoreça o investimento e a criação de valor”, acrescentou.
A FIPA considerou ainda que a evolução nos primeiros cinco meses confirma o papel da indústria alimentar e das bebidas na economia nacional na criação de riqueza, emprego qualificado e valorização da marca.