Exportações nacionais travam ritmo no verão, mas batem crescimento das compras ao exterior

As exportações e importações portuguesas cresceram 6,5% e 3,6% no terceiro trimestre, respetivamente, confirmando um abrandamento face ao período anterior, de acordo com dados do INE.
Exportações nacionais travam ritmo no verão, mas batem crescimento das compras ao exterior
Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
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As trocas comerciais de Portugal com o exterior deverão ter registado uma perda de fulgor entre julho e setembro. De acordo com a estimativa rápida avançada esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações nacionais registaram uma progressão de 6,5%, ao passo que as importações avançaram 3,6%, assinalando uma perda de ritmo face ao desempenho do trimestre anterior.

Os indicadores provisórios do comércio internacional de bens apontam para um crescimento de ambos os fluxos no terceiro trimestre. Contudo, verifica-se um abrandamento em termos nominais, justificado pelo forte dinamismo verificado entre abril e junho, período em que as exportações tinham disparado 10,3% e as compras ao exterior tinham subido 8,7%, com base nos dados do organismo estatístico.

O INE sublinha no documento que, ao expurgar as operações TTE — isto é, as movimentações associadas a trabalhos por encomenda em que não há transmissão de propriedade —, a dinâmica de crescimento torna-se mais expressiva em ambos os vetores, traduzindo-se num incremento de 10,9% nas vendas ao exterior e de 7,4% nas compras internacionais.

No mês de agosto, o período mais recente com estatísticas oficiais fechadas, o comércio externo registou uma evolução positiva. No decorrer desse mês, tanto as vendas como as compras portuguesas ao exterior apresentaram um crescimento homólogo, embora se tenha verificado uma perda de velocidade no vetor das exportações. Especificamente, as exportações progrediram 6,8% e as importações avançaram 2,8%, valores que sucedem aos acréscimos de 7,8% e 0,7% contabilizados, respetivamente, no mês de julho.

Face a este comportamento dos fluxos comerciais, o saldo negativo da balança comercial de bens encolheu 115 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, fixando-se nos três mil milhões de euros. Para este alívio no défice externo contribuíram de forma decisiva o desempenho das exportações de combustíveis e lubrificantes, bem como do segmento de maquinaria.

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