

O Fundo de Pensões Global do Estado norueguês, o maior fundo soberano do mundo, obteve uma rentabilidade de 9,4% no primeiro semestre, equivalente a um ganho de 1,75 biliões de coroas norueguesas (159.680 milhões de euros).
Este resultado representa um aumento de 153% em relação ao ano anterior e estabelece um novo recorde para o veículo de investimento do país escandinavo.
"Este resultado foi impulsionado pelo forte desempenho no mercado de ações, particularmente entre as ações de tecnologia asiáticas", afirmou Nicolai Tangen, CEO da Norges Bank Investment Management (NBIM), a unidade do banco central norueguês que administra o fundo.
Durante o período de seis meses, o retorno sobre investimentos em ações foi de 13% e o retorno sobre investimentos em renda fixa foi de 0,9%, enquanto os investimentos em imóveis não listados em bolsa renderam 3% e a infraestrutura de energia renovável não listada apresentou uma rentabilidade de -0,2%.
Consequentemente, o rendimento total do fundo superou o seu índice de referência em 0,22 pontos percentuais.
Nos primeiros seis meses do ano, 72,1% dos ativos do fundo estavam investidos em ações, 25,8% em renda fixa, 1,6% em imóveis não listados e os 0,5% restantes em infraestrutura de energia renovável não listada.
O fundo, que investe no estrangeiro as receitas provenientes do gás e do petróleo do país nórdico, tem um valor aproximado de 22 biliões de coroas norueguesas (2,2 biliões de euros). Desde 1998, a rentabilidade média tem sido de 6,86%, embora tenha alcançado 9,39% na última década.
Até o final de junho, a coroa sueca valorizou-se face a várias das principais moedas, reduzindo o valor do fundo em 427 mil milhões de coroas (38.962 milhões de euros).
Esta terça-feira, Nicolai Tangen alertou que o fundo poderá perder todo o seu valor no futuro em determinadas circunstâncias, como um colapso do mercado.
“Pode o fundo desaparecer? A resposta é sim. E o pior é que, no mundo em que vivemos, isso não é totalmente improvável. Não existe nenhum país na história que tenha conseguido manter, ao longo do tempo, uma fortuna tão grande. As fortunas acabam sempre por se perder”, afirmou Tangen no fórum político de Arendal, no sul da Noruega, citado pela agência EFE.