G7 ponderam recurso a reservas estratégicas de petróleo face à guerra no Médio Oriente

Medida está em estudo, pelo aumento dos preços do petróleo e do gás, e será discutida por videoconferência às 12h30 pelos ministros das Finanças dos G7.
Roland Lescure, ministro das Finanças francês
Roland Lescure, ministro das Finanças francês
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Os ministros das Finanças do G7 estão a considerar a utilização de reservas estratégicas de petróleo como medida a avaliar no âmbito da crise no Médio Oriente e em coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIE), afirmou esta segunda-feira, 9, uma fonte do Governo francês à France Press, descrevendo a opção como “em análise”.

O encontro, presidido pela França e com a presença dos restantes países (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Itália), realiza‑se por videoconferência às 12h30 e tem na agenda a avaliação dos efeitos económicos do conflito, que nas últimas semanas impulsionou os preços do petróleo e do gás.

O Financial Times escreve que a eventual libertação de reservas poderá situar‑se entre 300 e 400 milhões de barris para conter a subida dos preços. O jornal aponta que os 32 países membros da Agência Internacional de Energia detêm, em conjunto, cerca de 1,2 mil milhões de barris em reservas estratégicas.

A escalada de preços já está a ter reflexos nos mercados financeiros, uma vez que os mercados asiáticos sofreram perdas significativas na manhã desta segunda-feira, com o índice Nikkei 225 a cair até 7% no arranque da sessão, segundo dados citados por analistas.

Roland Lescure, ministro das Finanças francês
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