Governo desmente existência de "taxa ilegal" sobre combustíveis

Ministério das Finanças garante que o modelo de financiamento da rede rodoviária nacional encontra- se em plena conformidade com o direito europeu e a lei nacional.
Governo diz que os montantes da consignação pelo ISP então fixados permanecem inalterados desde 2022
Governo diz que os montantes da consignação pelo ISP então fixados permanecem inalterados desde 2022Foto: Paulo Spranger
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O Governo garante que o modelo de financiamento da rede rodoviária nacional atualmente vigente encontra- se em plena conformidade com o direito europeu e a lei nacional, não subsistindo qualquer “taxa ilegal” sobre os combustíveis. Em causa está uma notícia avançada esta segunda-feira, 24 de agosto, pela Jornal de Notícias, que diz que “taxa ilegal sobre os combustíveis rende mais de 700 milhões à Infraestruturas de Portugal“.

De acordo com o JN, a Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR), que foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) em 2022, foi incor­po­rada no Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), como forma de con­ti­nuar a cobrar o valor. Segundo o jornal, a CSR ren­deu à Infraestruturas de Portugal (IP) cerca de 710 milhões de euros em 2025, por via do ISP, o valor mais alto desde 2015.

No seguimento desta notícia, o Ministério das Finanças esclarece que na sequência da decisão do TJUE, "o Governo de então promoveu, ainda em 2022, uma alteração legislativa através da qual a CSR foi abolida, pelo que esta contribuição não existe desde 2022".

"O financiamento da rede rodoviária nacional a cargo da Infraestruturas de Portugal, que era financiado pela receita daquela contribuição, passou a ser assegurado através da consignação de uma parte da receita do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). Os montantes dessa consignação então fixados permanecem inalterados desde 2022", acrescenta a nota do ministério.

Governo diz que os montantes da consignação pelo ISP então fixados permanecem inalterados desde 2022
Portugueses pagam mais de 700 milhões de euros em taxa ilegal sobre os combustíveis
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