Governo mantém desconto no ISP de 7,6 cêntimos no gasóleo e 4,1 cêntimos na gasolina

Em comunicado, o Executivo de Luís Montenegro justifica a decisão com "a perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma ligeira descida do preço do gasóleo rodoviário e da gasolina".
Governo mantém desconto no ISP de 7,6 cêntimos no gasóleo e 4,1 cêntimos na gasolina
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O Governo decidiu manter o desconto nas taxas do imposto sobre os combustíveis na próxima semana, de 7,6 cêntimos por litro sobre o gasóleo e de 4,1 cêntimos sobre a gasolina, anunciou esta sexta-feira, 27 de março, o Ministério das Finanças.

"Existindo a perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma ligeira descida do preço do gasóleo rodoviário e da gasolina, o Governo decidiu manter o valor do desconto extraordinário e temporário no ISP em vigor", indicou o Governo em comunicado.

Governo mantém desconto no ISP de 7,6 cêntimos no gasóleo e 4,1 cêntimos na gasolina
Combustíveis devem baixar na próxima semana.. mas pouco

Segundo as previsões cedidas à agência Lusa pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, após vários aumentos consecutivos, com o gasóleo simples a recuar cerca de um cêntimo por litro e a gasolina 95 a diminuir 2,5 cêntimos.

O executivo decidiu então manter o desconto, pelo que, na próxima semana, "continuará a aplicar-se uma redução das taxas de ISP de 7,6 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário e de 4,1 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo".

A esta redução acresce a incidência do IVA, com o desconto real para os portugueses a ser de 9,4 cêntimos por litro no caso do gasóleo rodoviário e de 5,1 cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo, apontou o Ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento.

Esta é a primeira descida dos preços dos combustíveis após três semanas consecutivas de aumentos, num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.

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