Governo não tem "fetiche" sobre crescimento económico, diz ministro da Economia

Manuel Castro Almeida falou à margem do Fórum Banca 2026, em Lisboa.
Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial.
Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e da Coesão Territorial.Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O ministro da Economia assegurou esta terça-feira que não há um "fetiche" sobre os números do crescimento económico e do saldo orçamental, salientando que o Governo vai procurar que sejam positivos mas com as pessoas como primeira preocupação.

"Não há aqui um fetiche sobre se o crescimento vai ser 2% ou 1,9% ou 2,1% ou se o saldo vai ser de 0,1% positivo ou 0,1% negativo", disse Manuel Castro Almeida, em declarações à margem do Fórum Banca 2026, em Lisboa, reforçando que o Governo vai procurar que seja positivo e ter contas equilibradas, mas "em primeiro lugar, a primeira preocupação, são as pessoas".

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O ministro apontou que o ano ainda está no início, pelo que "a meta de crescimento só se vai avaliar daqui a um ano", salientando que o foco "tem que ser procurar manter as contas públicas equilibradas", que são "uma vantagem enorme que a economia portuguesa adquiriu" e que não se devia perder.

Ainda assim, ressalvou que também há "outra obrigação a cumprir, que é de ajudar a ser solidários com as empresas e com as pessoas que foram afetadas pelas calamidades".

"Não vamos deixar de ser solidários com as pessoas para manter a todo custo as contas públicas equilibradas", garantiu, reiterando que o Governo vai "tentar conseguir as duas coisas mas, se não for possível, o foco vai estar em ter solidariedade com quem precisa da solidariedade dos portugueses, pessoas e empresas, porque foram apanhadas por uma situação totalmente imprevisível, da qual não têm nenhuma responsabilidade".

Questionado sobre a possibilidade de um alargamento das medidas de apoio na sequência do mau tempo, o ministro apontou que o Governo "acompanha atentamente o que está a acontecer e, perante desequilíbrios que sejam estranhos, exteriores à atividade económica normal das empresas", vai estar atento "para poder corrigir situações que possam causar um dano estrutural à economia".

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