Governo passa a fazer pagamento por conta a operadores por passe gratuito jovem

O objetivo passa por permitir "maior regularidade e previsibilidade", com pagamentos às entidades das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, Comunidades Intermunicipais e CP – Comboios de Portugal.
Os autocarros da Carris Metropolitana estão entre os meios de transporte envolvidos no programa do passe gratuito jovem.
Os autocarros da Carris Metropolitana estão entre os meios de transporte envolvidos no programa do passe gratuito jovem.Leonardo Negrão / Global Imagens
Publicado a

O Governo vai passar a fazer um pagamento por conta em cada mês aos operadores de transporte pelas compensações do passe gratuito jovem, para permitir "maior regularidade e previsibilidade", foi hoje anunciado.

Este mecanismo foi estabelecido em portaria publicada hoje em Diário da República e prevê que a Entidade do Tesouro e Finanças (ETF) efetue mensalmente, até ao dia 15 de cada mês, um pagamento por conta às entidades competentes pela operacionalização da gratuitidade do passe até aos 23 anos, explica o Ministério das Infraestruturas e Habitação em comunicado.

Em causa estão as entidades das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, Comunidades Intermunicipais e CP – Comboios de Portugal.

"O valor do pagamento por conta corresponde à média dos valores reais dos primeiros nove meses do ano anterior a que se referem os pagamentos", lê-se, sendo que o montante é "ajustado mensalmente pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, tendo em conta os acertos decorrentes da diferença entre os valores dos pagamentos por conta efetuados e os valores reais entretanto apurados em cada mês".

Segundo o ministério, depois de recebido o pagamento da ETF, as duas Áreas Metropolitanas e as Comunidades Intermunicipais transferem as verbas para as operadoras de transporte, no prazo máximo de cinco dias.

Esta mudança surge em resposta à demora que se verificava nas transferências das verbas para as empresas, uma situação que era "geradora de potenciais dificuldades de tesouraria", admite o gabinete de Miguel Pinto Luz.

O ministro afirma, citado em comunicado, que esta alteração "é essencial para conferir regularidade e previsibilidade às empresas".

Diário de Notícias
www.dn.pt