

A ministra do Ambiente e Energia disse esta quarta-feira, 1 de julho, que, no âmbito do negócio Galp/Moeve, o Governo está a estudar instrumentos legais para garantir que a refinaria de Sines permanece em Portugal e abastece o país em caso de crise.
Maria da Graça Carvalho falava numa audição na Comissão de Ambiente e Energia, requerida pelo PCP, sobre o acordo não vinculativo entre a Galp e os acionistas da Moeve, antiga Cepsa — a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group — para discutir a junção dos respetivos portefólios de refinação, petroquímica e venda de combustíveis na Península Ibérica.
As prioridades do Governo passam por “o poder da refinaria não sair de Portugal” e a capacidade de “atuar ou garantir fornecimento em situações de crise”, afirmou a governante.
Maria da Graça Carvalho disse que o Governo está a estudar “todos os processos jurídicos possíveis para atuar” tendo em conta estas 'linhas vermelhas', bem como o facto de os investidores e acionistas da Moeve serem de fora da União Europeia, o que, segundo afirmou, dá ao executivo “algumas capacidades legais de atuar”.
A governante referiu ainda a posição do Estado como acionista da Galp, com 8,24%, como outro elemento a ter em conta na atuação do Governo. A Amorim Energia é o principal acionista, com 37,51%, e a restante fatia de 54,1% do capital está disperso em bolsa.
“Estas duas [ferramentas] permitem-nos atuar", afirmou, referindo-se às ferramentas legais e à participação do Estado na Galp.