Habitação custa mais 14 euros por metro quadrado em agosto e fixa novo recorde nacional

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano de avaliação bancária na habitação alcançou um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado.
Habitação custa mais 14 euros por metro quadrado em agosto e fixa novo recorde nacional
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O valor mediano de avaliação bancária na habitação alcançou um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este valor representa um aumento de 14 euros em relação ao mês anterior e um crescimento de 14,7% comparado a agosto de 2025.

O INE revelou que, embora o aumento homólogo de 14,7% seja significativo, ficou ligeiramente abaixo do registado em julho, que foi de 15,2%. A variação mensal situou-se em 0,6%.

Entre as regiões, a Península de Setúbal registou o aumento mais expressivo face ao mês anterior, com uma subida de 1,6%. Em contraste, o Algarve experimentou a descida mais acentuada, com uma redução de 1,2% no valor de avaliação. Em termos homólogos, a Península de Setúbal destacou-se novamente com um crescimento de 20,2%.

Ao todo, foram consideradas 32.650 avaliações bancárias em agosto de 2026, um aumento de 3,1% face ao ano anterior, mas uma diminuição de 4,1% em relação a julho.

Nos apartamentos, a avaliação mediana foi de 2.655 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 17% em relação a agosto de 2025.

As regiões com os valores mais elevados foram a Grande Lisboa (3.487 euros/m2) e o Algarve (3.010 euros/m2), enquanto o Centro (1.750 euros/m2) e o Alentejo (1.771 euros/m2) registaram os valores mais baixos. Nos Açores, verificou-se o crescimento homólogo mais expressivo, de 22,4%.

Em termos de tipologias, os apartamentos T1, T2 e T3 registaram aumentos nos valores de avaliação, com subidas de 26, 27 e 18 euros por metro quadrado, respetivamente, para 3.369 euros, no caso dos T1, de 2.738 euros, nos T2, e 2.273 euros/m2, quanto aos T3. Já as moradias alcançaram uma avaliação mediana de 1.610 euros/m2, com a Grande Lisboa e o Algarve a liderarem os valores mais altos.

A Madeira destacou-se com o maior crescimento homólogo nas moradias, de 23,1%, enquanto o Algarve registou a maior descida mensal, de 2,7%.

Na comparação com julho, o valor cresceu 0,2%, com a Madeira a liderar as subidas (6,6%) e o Algarve as descidas (-2,7%).

Numa análise regional, a Grande Lisboa (51,5%), o Algarve (30,2%) e a Península de Setúbal (25,3%) mantiveram-se acima da mediana do país, enquanto o Alto Alentejo (-54,1%), a Beira Baixa (-53%) e o Alto Tâmega e Barroso (-51%) registaram valores significativamente abaixo da mediana nacional.

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