IGCP coloca 2.110 milhões em dívida a 6 e 12 meses às taxas de 2,141% e 2,307%

Em 21 de janeiro, o IGCP colocou 1.250 milhões de euros, máximo do montante indicativo, em BT a 12 meses à taxa de juro média de 2,026%.
IGCP coloca 2.110 milhões em dívida a 6 e 12 meses às taxas de 2,141% e 2,307%
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O IGCP colocou esta quarta-feira, 18, 2.110 milhões de euros, acima do máximo do montante indicativo, em Bilhetes do Tesouro (BT) a seis e 12 meses às taxas de juro médias de 2,141% e 2,307%, respetivamente, foi anunciado.

Segundo a página do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, a seis meses foram colocados 690 milhões de euros à taxa de juro média de 2,141% e a procura atingiu 1.940 milhões de euros, 2,81 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 98,929%.

Com maturidade de 12 meses, o IGCP colocou 1.420 milhões de euros à taxa média de 2,307%, a procura cifrou-se em 2.225 milhões de euros, 1,57 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 97,721%.

Em 21 de janeiro, o IGCP colocou 1.250 milhões de euros, máximo do montante indicativo, em BT a 12 meses à taxa de juro média de 2,026%.

O IGCP anunciou para hoje a realização de dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), a seis e 12 meses, com um montante indicativo global entre 1.750 milhões de euros e 2.000 milhões de euros.

Comentando os leilões de hoje, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, afirma que, "em ambos os prazos, se registou uma subida das taxas de juro".

"Este resultado surge num contexto de incerteza política e geopolítica. O agravamento do conflito no Irão tem contribuído para a subida dos preços do petróleo, levando à revisão em alta das perspetivas de inflação", afirma, adiantando que "este enquadramento poderá obrigar os bancos centrais a manter uma postura mais restritiva, ou até a voltar a subir as taxas de juro ao longo do ano", acrescenta.

Filipe Silva sublinha que, como "consequência, as 'yields' da dívida soberana e da dívida empresarial têm vindo a subir, tanto nos prazos curtos como nos longos, devendo continuar a ajustar-se em função da evolução do conflito e das perspetivas futuras para a inflação”.

Os Bilhetes do Tesouro são títulos de dívida pública de curto prazo, até um ano, um modelo que permite ao Estado obter financiamento de forma mais ágil na gestão de tesouraria.

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