

O INE confirmou esta quinta-feira, 10 de setembro, que a taxa de inflação homóloga foi de 3,3% em agosto, mais 0,3 pontos percentuais que em julho, sendo esta aceleração “quase na totalidade explicada pelo aumento do preço do gasóleo”.
Em comunicado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) adianta que a inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 2,6%, valor idêntico ao de julho.
A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho).
Por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca os aumentos das taxas de variação homóloga dos transportes e dos serviços financeiros e de seguros, com variações de 6,4% e 3,1% respetivamente (4,9% e 2,6% em julho).
Em sentido oposto, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga das classes do lazer, recreação, desporto e cultura e da informação e comunicação, com variações de 1,5% e -3,9% respetivamente (2,4% e -3,3% no mês anterior).
Em agosto, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, destacam-se a dos transportes e dos restaurantes e serviços de alojamento. Em sentido contrário, destacam-se as classes da informação e comunicação e do vestuário e calçado.
Comparando com o mês precedente, salienta-se o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC da classe dos transportes e, em sentido contrário, a da classe do lazer, recreação, desporto e cultura.
Em cadeia, a variação mensal do Índice de Preços no Consumido (IPC) foi nula (-0,5% no mês precedente e -0,2% em agosto de 2025), enquanto a variação média dos últimos 12 meses foi 2,7% (2,6% no mês anterior).
Já a variação média dos últimos 12 meses do IPC sem habitação, referência para a atualização de rendas no próximo ano, fixou-se em 2,6% (2,56%) em agosto.
Em agosto, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 3,6%, taxa superior em 0,5 pontos percentuais à do mês anterior e superior em 0,3 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do euro (em julho, esta diferença tinha sido de 0,2 pontos percentuais).
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 2,9% em agosto (2,7% em julho), taxa superior à da área do euro (estimada em 2,1%).
O IHPC registou uma variação mensal de 0,3% (-0,3% no mês anterior e -0,1% em agosto de 2025) e uma variação média dos últimos 12 meses de 2,6% (2,5% no mês precedente).