Inflação abranda para 2,8% na zona euro e 2,9% na UE após três meses a subir

Os preços continuam a subir muito para lá do objetivo (2%), mas abrandaram em junho, depois de os preços da energia desacelerarem, confirmou o Eurostat. A guerra continua a pressionar.
Inflação abranda para 2,8% na zona euro e 2,9% na UE após três meses a subir
Amin Chaar / Global Imagens
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A taxa de inflação homóloga aliviou em junho para 2,8% na zona euro, confirmou esta sexta-feira o Eurostat, indicando 2,9% para a União Europeia (UE).

Segundo os dados divulgados pelo serviço estatístico da UE, na área do euro, o indicador abrandou, em junho, depois de três meses de subida causada pelos preços da energia, comparando-se com 3,2% de maio, mas acima dos 2,0% de junho de 2025.

No conjunto dos 27 Estados-membros, a inflação anual desacelerou para 2,9% face aos 3,3% do mês anterior e aumentou na comparação com a de 2,3% homóloga.

O indicador avançou em março, abril e maio em ambas as áreas como consequência da subida dos preços da energia provocada pela guerra no Médio Oriente e o encerramento do estreito de Ormuz à navegação comercial.

Entre os Estados-membros, as menores taxas de inflação medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços ao Consumidor (IHPC) foram observadas, em junho, na Suécia (1,0%), República Checa (1,1%) e Dinamarca (1,8%), enquanto as mais altas se registaram na Roménia (9,2%), Lituânia (5,4%) e Bulgária (5,2%).

Em Portugal, a taxa de inflação anual medida pelo IHPC manteve-se nos 3,1% na comparação em cadeia mas subiu face à de 2,1% de junho de 2025.

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