Inflação abranda para 3% em julho, apesar do disparo de 8,7% na Energia

A subida nos preços da energia foi menos acentuada do que em junho, tendo contribuído para uma desaceleração do índice geral. Ainda assim, os preços continuam a subir muito além do limite saudável.
O preço dos combustíveis continua a alavancar o índice de preços na economia nacional.
O preço dos combustíveis continua a alavancar o índice de preços na economia nacional.Paulo Spranger
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O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 3%, em termos homólogos, em julho. A taxa é inferior à que se observou no mês anterior e continua a ter por base os preços da energia que dispararam 8,7%.

De acordo com os dados divulgados pelo INE nesta quarta-feira, 12 de agosto, a inflação ficou 0,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo da registada em junho (3,2%). Significa isto que a inflação desacelerou mas continua muito acima do máximo desejável de 2% definido pelo Banco Central Europeu (BCE).

É que o indicador subjacente acelerou para 2,6% face a julho do ano passado (compara com 2,5% em junho). Aquele equivale ao índice geral excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, cujo aumento de preços face ao mês homólogo até desacelerou.

Ora, os dados apontam para subidas de 3,7% nos alimentos não transformados (5,1% no mês anterior) e 8,7% na energia (9,1% em junho).

Recorde-se que os preços da energia continuam em forte alta face aos que se registavam há um ano. Na origem está a escalada dos preços do petróleo e, por consequência dos combustíveis (desde logo, gasóleo e gasolina).

No que respeita à variação do índice numa escala mensal (preços em julho contra preços em junho), houve uma descida de 0,5% (subida de 0,1% no mês precedente e descida de 0,4% em julho de 2025). Os últimos 12 meses resultaram numa variação média de 2,6%.

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