

Os preços subiram 2,1% em fevereiro, traduzindo uma aceleração de 0,2 pontos percentuais (p.p.), em termos homólogos.
Significa isto que a inflação voltou a ficar acima do limite máximo definido pelo BCE, fixados nos 2%.
De acordo com os dados definitivos do INE, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi impulsionado essencialmente pelos produtos alimentares não transformados, cujo índice se adiantou 6,7% (5,8% em janeiro). Também em fevereiro, registou-se um decréscimo de 2,2% nos produtos energéticos, face ao mesmo mês do ano passado, tal como em janeiro.
Por outro lado, o indicador de inflação subjacente (exclui produtos alimentares não transformados e energéticos) subiu 1,9%, mais 0,1 p.p. do que em janeiro.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu 2,1% em fevereiro (1,9% no mês precedente). Excluídos os produtos alimentares não transformados e energéticos, há uma subida de 2,0% (1,9% em janeiro).
Estes dados ainda não levam em consideração os efeitos da guerra no Médio Oriente ao nível do preço dos combustíveis, que desde então subiram de forma expressiva.
Variação mensal passou para terreno positivo
O IPC avançou 0,1% em fevereiro face a janeiro (recuos de 0,7% no mês anterior e de 0,1% em fevereiro de 2025). Em termos mensais, regista-se uma variação média de 2,3% nos últimos 12 meses (valor estável face ao observado até janeiro).