

A inflação homóloga na zona euro registou um aumento significativo, alcançando 3,2% em agosto de 2026, comparado aos 2% do mesmo mês em 2025. Este crescimento é refletido também na União Europeia (UE), onde a inflação saltou de 2,4% para 3,2%, com Portugal a ultrapassar a média europeia em 0,4 pontos percentuais.
Os dados, divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat, indicam que a taxa de inflação na área da moeda única foi de 2% em agosto de 2025, apresentando um aumento para 3,2% este ano. Em julho, o índice foi de 2,9 pontos percentuais, evidenciando uma tendência ascendente (+0,3%).
No contexto português, a inflação homóloga subiu de 2,5% em agosto de 2025 para 3,6% em agosto deste ano, representando uma variação de 1,1 pontos percentuais.
Analisando os componentes da inflação na zona euro, os serviços foram os principais responsáveis pelo aumento, contribuindo com 1,4 pontos percentuais. Seguiram-se a energia (1,3%), os bens industriais não energéticos (0,3%) e os produtos alimentares, álcool e tabaco (0,2%).
No que diz respeito aos Estados-membros da UE, a Suécia registou a menor taxa de inflação, com apenas 0,3%, seguida pela Estónia (1,3%) e pela Chéquia (1,5%). Em contrapartida, a Roménia destacou-se com a maior inflação, atingindo 6,3%, seguida pela Lituânia (5,6%) e Chipre (5,2%).