

A inflação homóloga em Espanha permaneceu inalterada em 3,2% em junho de 2026, isto apesar do aumento para 21% do IVA aplicado ao gás e à eletricidade em 1 de junho, confirmou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) do país vizinho.
A subida fiscal visou responder aos efeitos do conflito no Médio Oriente, mas não se traduziu num aumento imediato da taxa homóloga do índice de preços.
O grupo da habitação foi o mais afetado, com uma subida de preços de 4,7% em junho face ao mesmo mês de 2025 — um acréscimo de cerca de três pontos face a maio — impulsionado sobretudo pela eletricidade e, em menor escala, pelo gás.
Em contrapartida, a evolução dos preços do transporte amorteceu o efeito global: os preços dos combustíveis e lubrificantes continuaram a beneficiar de reduções fiscais vigentes em junho, o que ajudou a conter a inflação nesse setor, cuja variação ficou em 5,1% (abaixo da taxa de maio).
O Ministério da Economia realça que a estabilidade da inflação confirma a eficácia das medidas adotadas. “Esta estabilidade corrobora que o plano de resposta do Governo continua a cumprir o objetivo definido: amortecer o impacto da guerra do Irão sobre a inflação e proteger o poder de compra das famílias”, afirmou a tutela.
Acrescentou ainda que “O Governo continuará a monitorizar a evolução dos preços, minuto a minuto, de mãos dadas com os agentes sociais e os setores mais afetados. Espanha está melhor preparada do que nunca para choques como a guerra do Irão”.