Inflação homóloga em França sobe oito décimas para 1,7% em março

O instituto nacional de estatística francês (INSEE) sublinhou, num comunicado, que este aumento se explica em grande medida pela evolução dos preços da energia
Inflação homóloga em França sobe oito décimas para 1,7% em março
EPA/TERESA SUAREZ
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A inflação homóloga em França subiu para 1,7% em março, mais oito décimas do que em fevereiro, devido ao aumento dos preços da energia provocado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O instituto nacional de estatística francês (INSEE) publicou esta quarta-feira, 15, os dados definitivos da inflação do mês passado e sublinhou, num comunicado, que este aumento se explica em grande medida pela evolução dos preços da energia.

Os preços da energia aumentaram 7,4% em março face ao mesmo mês de 2025, quando em fevereiro a evolução homóloga tinha sido negativa (-2,9%).

Esta alteração na evolução dos preços da energia deveu-se aos produtos petrolíferos, que apenas em março registaram um salto de 17,1% face a fevereiro e subiram 18,1% face ao mesmo mês de 2025.

Em março em termos homólogos também acelerou ligeiramente a subida dos preços dos serviços (1,7%, contra 1,6% em fevereiro), enquanto pelo contrário abrandou a progressão da alimentação (1,8% em vez de 2%) e os produtos manufaturados desceram ainda mais (-0,5% em vez de -0,2 % em fevereiro).

Em França, a inflação subjacente, que exclui os elementos mais voláteis que são a energia e os alimentos, aumentou para 1,1% em março, contra 0,7% em fevereiro.

Quanto ao índice de preços ao consumidor harmonizado, que é utilizado para comparar os dados de França com os parceiros europeus, situou-se em 2% em março, contra 1,1% em fevereiro.

Perante o impacto do conflito no Médio Oriente Médio sobre os preços devido ao petróleo (mas também ao gás), o Governo francês reviu em alta as previsões para o conjunto do ano e agora espera uma inflação média de 1,9%, mais seis décimas do que esperava anteriormente.

Em paralelo, também reduziu as expectativas de crescimento económico para 0,9% em 2026, em vez de 1%.

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