Inflação na OCDE acelera para 4,6% em maio devido aos preços da energia

Os preços dos produtos energéticos dispararam mais de 20% em quatro países, incluindo os EUA. Em contrapartida, nos alimentos houve um recuo para 3,6%, ainda assim, muito acima do desejável.
A escalada de preços está ligada sobretudo aos custos dos combustíveis.
A escalada de preços está ligada sobretudo aos custos dos combustíveis.DR
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A inflação na OCDE acelerou para 4,6% em maio, face a 4,4% em abril, impulsionada pela subida nos preços da energia, segundo foi hoje divulgado.

A inflação acelerou em 16 países da OCDE, abrandou em oito e manteve-se estável ou praticamente estável em 14, de acordo com a organização, tendo permanecido acima de 5% na Colômbia, Grécia, Islândia e Lituânia, e ultrapassou 30% na Turquia.

A inflação de energia na OCDE continuou a escalar em maio, atingindo 15,8% em termos homólogos.

Entre os 37 países da OCDE com dados disponíveis, a inflação de energia aumentou em 26 e caiu em 11, com a organização a destacar que no Canadá, Lituânia, Turquia e Estados Unidos esta taxa se fixou acima de 20%.

Já a inflação de alimentos na OCDE recuou 0,4 pontos percentuais (p.p.), para 3,6%, registando quedas na grande maioria dos países da organização.

No G7, a inflação homóloga aumentou 0,3 p.p. em maio, chegando a 3,5%, impulsionada por uma nova aceleração da inflação de energia para 17%, o nível mais elevado desde novembro de 2022.

Na zona euro, a inflação em termos anuais, medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC), subiu para 3,2% em maio, o que compara com 3% em abril.

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