Institutos alemães reveem em alta previsões apesar de economia ainda frágil

O instituto Ifo, de Munique, reviu hoje em alta a sua previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alemão para 1,4% este ano, contra 0,8% no relatório anterior.
Institutos alemães reveem em alta previsões apesar de economia ainda frágil
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Vários institutos económicos alemães reviram em alta as suas previsões de crescimento da economia do país, considerando que continua a sua recuperação, ainda que de forma desigual.

O instituto Ifo, de Munique, reviu hoje em alta a sua previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alemão para 1,4% este ano, contra 0,8% no relatório anterior.

O economista Timo Wollmershauser, responsável pelas previsões do instituto, citado pela agência France-Presse (AFP), apontou que a Alemanha “continua a sua recuperação”, em particular devido ao impacto da despesa pública em infraestruturas, ambiente e defesa, assim como um ambiente internacional mais favorável à indústria.

As mesmas razões foram destacadas pelo instituto RWI, que prevê agora um crescimento de 1,3% este ano, contra os 0,8% divulgados em junho, enquanto o IfW aponta para o mesmo valor.

As revisões surgem depois daquela realizada pelo berlinense DIW, que prevê um crescimento de 1,2% este ano, contra os 0,5% divulgados na primavera.

Apesar das perspetivas de melhoria, o consumo das famílias continua fraco, sendo contido por um mercado de trabalho ainda frágil e pela incerteza.

O responsável da área de macroeconomia do RWI, Torsten Schmidt, sublinhou que “os problemas estruturais não desapareceram”, apontando para os custos da energia, excesso de burocracia e baixa competitividade.

“Sem investimentos privados e consumo, a recuperação continua frágil”, cita a AFP.

Depois de anos de recessão, os indicadores industriais têm mostrado sinais de melhoria, conforme mostram os dados da Federação das Empresas Alemãs de Engenharia (VDMA) hoje divulgados que apontam para um aumento homólogo em julho de 2%.

“A construção mecânica demonstra mais uma vez a sua força nas exportações”, que cresceram 4% no mesmo período, disse o economista chefe da VDMA, Johannes Gernandt, também citado pela agência noticiosa francesa.

A RWI destacou ainda o impacto da seca no verão e os efeitos dos baixos níveis de água no Reno, que afetaram o transporte fluvial.

Já no setor químico, a federação VCI mantém-se cautelosa, apesar da recuperação na produção e do aumento do volume de negócios no segundo trimestre.

A federação atribuiu estas melhorias a fatores temporários relacionados com as tensões no Médio Oriente.

Para este ano, a VCI mantém a previsão de um recuo de 1,5% na produção química e farmacêutica, apontando para uma utilização da capacidade produtiva ainda fraca e para custos energéticos elevados.

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