Investimento Direto Estrangeiro cai 5%, travado pelos preços da energia em 2025

Um total de 186 projetos entraram em Portugal no último ano. A redução foi inferior à que se observou na UE, com as energias limpas a serem descritas por investidores como fator diferenciador.
Investimento Direto Estrangeiro cai 5%, travado pelos preços da energia em 2025
FOTO: Igor Martins / Global Imagens
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O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) caiu em Portugal no ano passado, mas não tanto como na Europa. Ao mesmo tempo, a energia renovável forma um dos fatores de atração do mercado português, mas os custos energéticos representam uma barreira.

As conclusões resultam do EY Attractiveness Survey Portugal 2026, um estudo realizado pela consultora EY que junta a análise dos projetos de investimento anunciados em 2025 à perceção de 200 decisores internacionais sobre a atratividade do país.

Ora, o mercado nacional atraiu 186 projetos de IDE no ano passado, o que significa um corte de 5% face a 2024. Ainda assim, a queda foi inferior àquela que se registou na UE, onde os números recuaram 7%. O mercado nacional manteve a nona posição entre os Estados-membros no que diz respeito a número de projetos de IDE.

Em contrapartida, quem já investia, parece ter reforçado a confiança. É que o peso dos projetos em expansão avançou de 26% para 37%, ainda que tal não se tenha refletido num ganho significativo de competitividade face aos mercados europeus que mais crescem nesta vertente.

Tal como em anos anteriores, o setor da tecnologia domina o IDE em Portugal. Quase metade (44%) dos projetos de IDE captados pelo país dizem respeito a Software, Serviços de tecnologias da informação (TI) e de Serviços às Empresas e Serviços Profissionais.

Acresce um cenário de potencial crescimento, na medida em que dois terços (66%) das empresas que operam em tecnologia têm planos para estabelecer ou expandir operações em Portugal no próximo ano. Trata-se de uma subida de 11 pontos percentuais em apenas um ano.

Ao mesmo tempo, a qualidade de vida continua a ser o atributo mais valorizado por quem investe e a disponibilidade das energias limpas surge como fator diferenciador. Três em cada dez (30%) inquiridos identifica a energia renovável como uma das principais vantagens competitivas do mercado português, mas quase metade (44%) destacam que os preços da energia dificultam as operações.

Olhando para o futuro, 57% antevê investir ou expandir operações em Portugal nos próximos 12 meses. O número fica ligeiramente acima da média europeia (54%). Em simultâneo, o acesso a capital reúne o maior número de respostas no que respeita à necessidade de reforçar a competitividade da economia nacional para atrair IDE.

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