

O preço do petróleo Brent subiu hoje ligeiramente mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação, na sequência do conflito no Médio Oriente.
De acordo com os dados da Bloomberg analisados pela agência de notícias espanhola EFE, às 7h15 desta quarta-feira, 4, (6h15 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a subir 2,21%, atingindo os 83,20 dólares por barril.
O preço do crude está a subir menos acentuadamente do que nas sessões anteriores: na terça-feira, fechou com uma subida de 4,71%, embora tenha atingido mais de 85 dólares por barril (níveis que não se viam desde julho de 2014) e na passada segunda-feira aumentado 7,26%.
Os preços do petróleo subiram mais de 13% nas primeiras horas de segunda-feira, numa reação inicial ao ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irão, que, em retaliação, prolongou o conflito por grande parte do Médio Oriente.
O mercado teme que, como consequência deste confronto armado, o trânsito pelo estreito de Ormuz, por onde passa 20% do fluxo mundial de petróleo, fique paralisado.
O analista da XTB, Javier Cabrera, alerta que, enquanto persistirem as tensões no Estreito de Ormuz, o petróleo, o gás e os seus derivados serão os ativos com maiores subidas de preço.
"À medida que o bloqueio se prolonga, a subida dos preços do crude será maior e o impacto na economia global será mais significativo", alerta.
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar o Estreito de Ormuz.
Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), que fechou na terça-feira a subir 4,7%, subiu hoje 2,15% para 76,19 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.