Kremlin avisa UE que é “extremamente imprudente” proibir importações de gás russo

Um porta-voz disse que a decisão é algo “extremamente imprudente do ponto de vista dos interesses económicos desses países”. A proibição ainda precisa de passar no crivo do Tribunal de Justiça da UE.
Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin. Ilya PITALEV / SPUTNIK / AFP
Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin. Ilya PITALEV / SPUTNIK / AFP
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As autoridades da Federação Russa classificaram hoje como “extremamente imprudente” a decisão da União Europeia (UE) de proibir gradualmente a sua exportação de gás, por gasoduto ou Gás Natural Liquefeito (GNL), para território comunitário, a partir de 2027.

O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, afirmou ser algo “extremamente imprudente do ponto de vista dos interesses económicos desses países”, em declarações à agência noticiosa russa Interfax.

A decisão europeia, tomada por maioria qualificada, com votos contra de Hungria e Eslováquia, além da abstenção da Bulgária, vai impedir as importações de GNL russo no início de 2027 e de gás via gasoduto a partir do outono do mesmo ano, embora permitindo que os contratos em vigor tenham um período de transição para "limitar o impacto" nos preços e nos mercados.

O incumprimento destas regras implica sanções máximas de entre 2,5 a 40 milhões de euros, tratando-se de consumidores individuais ou empresas, bem como 3,5% como mínimo do volume de negócios anual total da pessoa coletiva ou de 300% do volume de negócios estimado pela transação.

Entretanto, os governos de Eslováquia e Hungria anunciaram que vão por o novo regulamento à apreciação do Tribunal de Justiça da UE, englobada no plano nomeado “REPowerEU”, através do qual os responsáveis europeus querem eliminar a sua dependência dos combustíveis fósseis russos até 2030.

Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin. Ilya PITALEV / SPUTNIK / AFP
Ucrânia: Importações de gás russo estão formalmente proibidas na UE

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