

Os lucros das principais empresas industriais da China aumentaram 15,7% entre janeiro e agosto, um ritmo 1,9 pontos percentuais inferior ao registo homólogo anterior do indicador, afetado sobretudo pela forte desaceleração registada no mês passado.
De acordo com dados divulgados esta segunda-feira pelo Gabinete Nacional de Estatística (GNE), os lucros das empresas em causa situaram-se em cerca de 5,27 biliões de yuans (689.770 milhões de euros) ao longo dos primeiros oito meses de 2026.
O resultado constituiu uma surpresa para os especialistas: o portal especializado Trading Economics não só não previa uma desaceleração, como esperava que o indicador continuasse a recuperar, acumulando um aumento de 18% entre janeiro e agosto.
Para a elaboração desta estatística, o GNE tem em conta apenas as empresas industriais com um volume de negócios anual superior a 20 milhões de yuans (2,6 milhões de euros).
No mês de agosto, as empresas registaram um aumento de 4,2% em termos homólogos, uma taxa de crescimento bastante inferior aos 11,2% que tinham registado em julho.
O chefe de estatística do GNE, Yu Weining, atribuiu a desaceleração ao efeito da "base comparativa elevada" de agosto de 2025 e preferiu centrar-se no bom desempenho de setores específicos, como o da eletrónica, que duplicou os lucros e contribuiu com quase dois terços do crescimento total do indicador.
Como tem sido habitual, esse desempenho esteve ligado a tecnologias como a inteligência artificial (IA), centros de dados ou veículos elétricos, setores que, no seu conjunto, fizeram disparar a procura de chips.
Apesar da desaceleração geral dos lucros, o indicador caminha para um segundo resultado anual positivo, após ter posto fim, em 2025, a três exercícios de quedas: os lucros das empresas industriais subiram 0,6% no ano passado, depois de terem caído 2% em 2022, mais 2,3% em 2023 e 3,3% em 2024.