

O banco Santander teve lucros de 8.973 milhões de euros no primeiro semestre do ano, mais 31,3% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta quarta-feira (22 de julho) o grupo financeiro espanhol.
Estes resultados incluem um impacto extraordinário gerado pela conclusão da venda, em janeiro, do Santander Bank Plska, a filial polaca do banco, uma operação que se traduziu numa mais valia de 1.895 milhões de euros.
Sem o impacto desta operação, assim como de 250 milhões de euros associados a "custos de reestruturação" no Reino Unido, os lucros ordinários (comparáveis) do Santander no primeiro semestre do ano ascenderam a um recorde de 7.328 milhões de euros, mais 14,9% do que em 2025.
Só no segundo trimestre (abril a julho), o grupo Santander teve lucros de 3.518 milhões de euros, segundo os resultados que o banco comunicou hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.
As receitas do grupo cresceram 6% no primeiro semestre comparando com os mesmos meses de 2025, para 30.847 milhões de euros, com destaque para as margens de juros (diferença entre juros pagos e cobrados pelo banco), que alcançaram 22.711 milhões de euros (mais 9%). Em paralelo, os custos diminuíram 2% até junho.
"Estamos convencidos de que a nossa estratégia continuará a impulsionar um crescimento rentável e uma criação de valor sustentável e reiteramos todos os nossos objetivos para 2026 e a médio prazo", disse a presidente do Santander, Ana Botín, citada num comunicado do banco.
O Santander, um dos maiores bancos do mundo, está presente em vários países da Europa e da América, incluindo Portugal.
No ano passado, teve lucros recorde de 14.101 milhões de euros, mais 12% face a 2024.