

Mais de metade dos intermediários de crédito estão ligados sobretudo à venda de automóveis. De resto, na hora de comprar carro, mais de 80% do volume total de crédito é negociado com recurso a intermediários.
Os dados foram divulgados numa análise do Banco de Portugal (BdP), que incide unicamente sobre crédito ao consumo e crédito automóvel. Diz respeito ao período de 2021 a 2025.
No crédito automóvel, mais de 80% do volume total de crédito foi concedido através de intermediários, que estão registados no BdP. Trata-se de uma redução face a anos anteriores, mas não deixa de ser um peso muito significativo.
Os restantes contratos foram feitos diretamente na instituição, o qual é concedido por bancos na quase totalidade dos casos (97% e 99% do crédito pessoal e automóvel, respetivamente, entre 2021 e 2025). No crédito concedido através de intermediários, outras instituições financeiras (que não bancos) tiveram algum peso (8% no crédito pessoal e 25% no crédito automóvel), no período em análise.
Quem contrata crédito pessoal diretamente na instituição tende a contratar um valor maior (7,9 mil euros, em média) do que quem o faz através de um intermediário (4,6 mil). Por outro lado, ao nível do crédito automóvel, o valor é superior para quem faz contratos com um intermediário a interceder (16,6 mil euros contra 13,1 mil euros).