

A margem de refinação do petróleo bruto nos EUA subiu para mais de 100 dólares por barril, na terça-feira, 18 de agosto. Registou, assim, o valor mais alto de sempre.
Ao tocar os 102 dólares, o valor distancia-se daquele que era o recorde até ao final do ano passado, registado nos 89 dólares por barril (outubro de 2022). Na base está a guerra entre os EUA e o Irão em torno do estreito de Ormuz, que está a resultar numa redução da oferta de petróleo disponível.
Recorde-se que, no passado fim de semana, por exemplo, as travessias de petroleiros em Ormuz foram 84% inferiores face ao fim de semana anterior. É que só cinco destas embarcações cruzaram a região entre sábado e domingo, o que significa um corte agressivo face aos 130 que o faziam, em média, antes do início do conflito.
O aumento das margens ligadas à refinação significa que a pressão está a passar do preço do petróleo bruto (crude) para o preço do barril de petróleo refinado.
A consequência é uma pressão significativa sobre toda a economia dos EUA e, de uma forma geral, sobre a economia global. Há impacto na inflação, que não acontece apenas de forma direta, já que muitas indústrias dependem do petróleo para manter as operações.
Ao mesmo tempo, aquele recorde permite antever maiores ganhos para as empresas que se dedicam à refinação de petróleo, em particular nos EUA.