Metade das queixas no setor do turismo estão relacionadas com sites de reservas de viagens

O número de reclamações no setor do turismo aumentou 2,24% até 30 de julho de 2026, face ao mesmo período do ano passado, totalizando 3.694 ocorrências.
Metade das queixas no setor do turismo estão relacionadas com sites de reservas de viagens
Foto: Reinaldo Rodrigues
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As queixas relacionadas com sites de reservas de viagens representam cerca de metade (49,84%) das reclamações no setor do turismo, seguidos pelas companhias aéreas (18,14%) e pelos sites de reservas de alojamento (12,34%).

Menos vistosa é a insatisfação dos consumidores relativamente a marketplaces de viagens, produtos e serviços (6,61%), agências de viagens (3,44%) e aeroportos (2,11%).

Segundo o Portal da Queixa, o número de reclamações no setor do turismo aumentou 2,24% até 30 de julho de 2026, face ao mesmo período do ano passado, totalizando 3.694 ocorrências.

No segmento do alojamento, os hotéis concentram 1,98% das reclamações, as cadeias hoteleiras 1,84% e os motéis, pousadas e turismo rural 1,16%.

Com expressão residual estão as queixas relativas a categorias como guias e passeios turísticos (1,76%), malas de viagem e bagagem (0,76%) e clubes de férias (0,03%).

No que diz respeito aos motivos, as questões relacionadas com pagamentos, reembolsos e faturação representam 55,67% das reclamações. O atendimento ao cliente e a qualidade do serviço surgem como o segundo motivo mais frequente (20,42%), seguindo-se problemas de segurança e privacidade (8,99%) e falhas operacionais associadas a viagens e logística (7,74%).

Em termos geográficos, Lisboa e Porto concentram a maior parte das reclamações. O público feminino e a faixa etária entre os 25 e os 44 anos é que mais tem reclamado.

Apesar da ligeira subida no número reclamações, os indicadores de satisfação têm registado sinais de recuperação.

De acordo com Pedro Lourenço, Fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, “o setor do Turismo mantém-se sob pressão no que toca à gestão da experiência do consumidor, com destaque para falhas em processos financeiros e na qualidade do atendimento". "A crescente digitalização da jornada do cliente, embora traga conveniência, continua a expor fragilidades na relação entre marcas e consumidores, tornando essencial o reforço da transparência, da eficiência operacional e da capacidade de resposta", analisou, citado por um comunicado enviado às redações.

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