Ministro da Economia destaca segurança do país como “ativo” turístico

Manuel Castro Almeida diz que a “identidade” é uma vantagem “ainda mais difícil de reproduzir”, mas que "Portugal tem essa diferença".
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, à conversa com um dos antecessores, Pedro Siza Vieira, à chegada para a 8.ª Cimeira do Turismo Português, num hotel em Lisboa
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, à conversa com um dos antecessores, Pedro Siza Vieira, à chegada para a 8.ª Cimeira do Turismo Português, num hotel em LisboaJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
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O ministro da Economia e da Coesão Territorial destacou esta segunda-feira, 28 de setembro, a segurança como “um ativo económico” para o turismo no país.

“Não aparece na fatura de um hotel nem ao comer num restaurante, mas está presente quando uma família escolhe um destino“, afirmou, frisando que "vantagens como esta levam décadas a construir e podem perder-se muito mais depressa".

Ainda assim, alertou que "segurança, por si só, não ajuda Portugal", durante a sua intervenção na VIII Cimeira do Turismo Português, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

Manuel Castro Almeida diz que a "identidade" é uma vantagem "ainda mais difícil de reproduzir", porque "viajar tornou-se extraordinariamente fácil e, paradoxalmente, muitos destinos tornaram-se demasiado semelhantes". "Encontramos as mesmas lojas, os mesmos produtos, as mesmas marcas, os mesmos conceitos e, por vezes, até a mesma experiência urbana", explicou.

"Ninguém atravessa um continente para encontrar apenas aquilo que já tem em sua casa; as pessoas continuam a viajar porque querem encontrar diferença — e Portugal tem essa diferença", defendeu o governante, que realça que o país tem "mais de nove séculos de história, cidades e aldeias profundamente distintas, uma relação singular com o Atlântico, património, gastronomia, natureza, música, literatura, uma diversidade cultural extraordinária num território relativamente pequeno e uma forma própria de receber". "Tudo isto faz parte da identidade portuguesa e tudo isto tem valor económico", vincou, destacando a necessidade de "tecnologia, investimento, empresas modernas, serviço de elevada qualidade e infraestruturas capazes de responder à procura internacional".

"O desafio é oferecer aquilo que o mundo contemporâneo exige sem perder aquilo que Portugal pode oferecer", vaticinou.

O ministro disse, a propósito do facto de o Valor Acrescentado Bruto (VAB) diretamente gerado pelo turismo em 2025 ter representado 8,1% do VAB nacional e de o contributo setor para o PIB estar estimado em 36,2 mil milhões de euros (11,8%), que "o turismo não é só o turismo". "Estamos a falar da agricultura, que fornece um restaurante; da indústria que equipa um hotel; da construção que recupera património; das empresas tecnológicas que desenvolvem sistemas de gestão; dos transportes, do comércio, da cultura e de milhares de pequenas e médias empresas que encontram na procura turística um mercado. Essa capacidade de arrastar o resto da economia é uma das grandes forças do setor", frisou, apontando ao objetivo de colocar Portugal entre os 10 países mais competitivos no turismo a nível mundial. "Já só falta um lugar", realçou, em alusão ao ecente relatório Travel & Tourism Development Index (TTDI) 2026 do Fórum Económico Mundial.

"Não é uma meta que possa ser alcançada apenas através de políticas públicas. Exige empresas que continuem a investir e a inovar, trabalhadores cada vez mais qualificados, municípios e regiões capazes de valorizar os seus territórios, de uma mobilização conjunta de todos aqueles que fazem parte deste setor. É base a partir da qual devemos preparar a próxima década", afirmou, destacando a importância de "alargar a geografia" do turismo em Portugal além de Lisboa e do Algarve, para "permitir que mais territórios" conquistem procura.

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