O ministro da Agricultura disse esta quinta-feira, 2 de julho, que a onda de calor que está a atingir Portugal não deverá ter um grande impacto na agricultura, caso seja passageira, e falou na necessidade de um sistema europeu de resseguros.
O impacto em “todas as culturas vai depender da duração e isto demonstra também o risco da atividade agrícola”, afirmou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em declarações à Lusa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa, até sexta-feira.
Em particular no que diz respeito ao setor do azeite, o titular da pasta da Agricultura referiu que a azeitona já está formada e que, por isso, não se espera um grande impacto.
Conforme explicou, o calor extremo seria problemático para o olival se tivesse ocorrido em maio ou antes.
“Neste momento, não tem impacto, a não ser que [a onda de calor] se mantenha por muito tempo”, ressalvou.
José Manuel Fernandes falou também na necessidade de a União Europeia ter um sistema de resseguros para atuar em casos de eventos extremos, como tempestades ou calor extremo.
Por outro lado, defendeu a importância de melhorar o mercado nacional de seguros, de modo a responder a estas questões, vincando que “as alterações climáticas estão aí”.
O Governo declarou esta quinta-feira situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), situado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou ainda para o “agravamento muito significativo das condições atmosféricas”.