Luís Máximo dos Santos
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Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal no final do mês

Fonte oficial do BdP não indica o motivo da saída de Máximo dos Santos, que é responsável pelo departamento jurídico, pelo departamento de resolução e pelo departamento de averiguação e ação sancionatória.
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Luís Máximo dos Santos vai deixar a administração do Banco de Portugal (BdP) no final deste mês, onde é atualmente vice-governador, segundo fonte oficial do banco central.

Máximo dos Santos, que é membro do Conselho de Administração do BdP desde junho de 2016, cessa funções em 31 de outubro.

Fonte oficial do BdP não indica o motivo da saída de Máximo dos Santos, que é responsável pelo departamento jurídico, pelo departamento de resolução e pelo departamento de averiguação e ação sancionatória.

É também presidente do Fundo de Garantia de Depósitos e do Fundo de Resolução, sendo esta última a entidade responsável pelo resgaste a bancos (como foram os casos do BES e Banif).

Como responsável da entidade de resolução bancária, Máximo dos Santos teve nos últimos anos forte intervenção nas decisões relacionadas com a gestão do dossiê Novo Banco, o banco criado para ficar com ativos do BES aquando da resolução deste (em agosto de 2014), quer devido a haver um acordo de recapitalização do Novo Banco pelo Fundo de Resolução (o Fundo de Resolução injetou 3.405 milhões de euros no Novo Banco, provocando várias polémicas políticas e mediáticas pelo uso de dinheiro público) quer por o Fundo de Resolução ter sido até recentemente acionista do Novo Banco (em abril passado o banco foi vendido ao grupo francês BPCE, incluindo a parte detido pelo Fundo de Resolução).

Nascido em 1961, licenciado e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Luís Máximo dos Santos passou a ser funcionário do Banco de Portugal em 1992.

Foi ainda presidente do Banco Espírito Santo (após a resolução) entre 2014-2016, por designação do Banco de Portugal, e presidente da Comissão Liquidatária do Banco Privado Português (entre 2010-2016), por designação do Tribunal do Comércio de Lisboa sob proposta do Banco de Portugal.

Como administrador do Banco de Portugal, Máximo dos Santos passou por três governadores (Carlos Costa, Mário Centeno e Álvaro santos Pereira, o atual).

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