

As novas operações de empréstimos a particulares somaram 3.701 milhões de euros em junho, menos 162 milhões do que em maio devido à quebra nos empréstimos para habitação, informou esta sexta-feira o Banco de Portugal (BdP).
“Esta queda foi justificada pelas novas operações de empréstimos para habitação, que registaram uma diminuição de 177 milhões de euros, para 2.715 milhões de euros”, detalha o banco central.
Pelo contrário, os montantes de novas operações das finalidades do consumo e dos outros fins aumentaram cinco e nove milhões de euros, respetivamente, fixando-se em 652 e 333 milhões de euros.
As novas operações de empréstimos incluem novos contratos e contratos renegociados.
No que se refere aos novos contratos de empréstimos a particulares, atingiram 3.112 milhões de euros em junho, menos 12 milhões do que em maio, com os novos contratos de empréstimos para habitação a diminuírem 26 milhões de euros, para 2.166 milhões.
Já as renegociações totalizaram 589 milhões de euros, menos 147 milhões de euros do que no mês anterior, tendo-se este decréscimo concentrado nas renegociações de empréstimos para habitação, que recuaram 151 milhões de euros face a maio.
Nos empréstimos a consumo, a taxa de juro média das novas operações situou-se em 8,81%, menos 0,09 pontos percentuais do que em maio, enquanto nos empréstimos para outros fins aumentou 0,06 pontos percentuais, para 3,70%.
Quanto ao montante de novas operações de empréstimos concedidos às empresas, totalizou 3.038 milhões de euros em junho, mais 483 milhões do que no mês anterior.
De acordo com o BdP, este aumento resultou do montante de novos contratos, que cresceu 584 milhões de euros, para 2.835 milhões.
O banco central detalha que as novas operações de empréstimos até um milhão de euros totalizaram 1.434 milhões de euros, mais 138 milhões do que no mês anterior, enquanto as operações acima de um milhão de euros aumentaram 345 milhões de euros, para 1.604 milhões.
A taxa de juro média das novas operações de empréstimos às empresas cresceu 0,16 pontos percentuais, passando de 3,92% em maio para 4,08% em junho.
O aumento das taxas de juro verificou-se tanto nos empréstimos até um milhão de euros (+0,10 pontos percentuais, para 4,15%), como nos empréstimos de montante superior (+0,23 pontos percentuais, para 4,02%).
O BdP nota que, ao longo do segundo trimestre de 2026, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos às empresas registou aumentos sucessivos, passando de 3,53%, em março, para 4,08% em junho.
“Este movimento foi observado em todos os setores de atividade”, indica, precisando que no comércio, transportes, alojamento e restauração a taxa de juro média subiu 0,26 pontos percentuais face ao trimestre anterior, atingindo 3,90%, enquanto no setor das indústrias, eletricidade, gás e água cresceu 0,28 pontos percentuais, para 3,66%, na construção e atividades imobiliárias situou-se em 4,00% (mais 0,31 pontos) e no setor das outras atividades aumentou 0,34 pontos para 4,16%.