Novos contratos de empréstimos à habitação recuam para 2,1 mil milhões em agosto

Globalmente, as novas operações de empréstimos a particulares - que incluem novos contratos e contratos renegociados - somaram 3,5 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP).
Novos contratos de empréstimos à habitação recuam para 2,1 mil milhões em agosto
Nuno Pinto Fernandes
Publicado a: 

Os novos contratos de empréstimos para habitação diminuíram 229 milhões de euros em agosto, para 2.129 milhões de euros, após terem atingido em julho o valor mais elevado da série, informou esta quinta-feira o Banco de Portugal (BdP).

No total, os novos contratos de empréstimos a particulares atingiram em agosto os 3.020 milhões de euros, menos 314 milhões do que no mês anterior.

Já as renegociações recuaram 124 milhões de euros entre julho e agosto, para 451 milhões de euros, tendo-se esta diminuição concentrado nas renegociações de empréstimos para habitação, que caíram 120 milhões de euros.

Globalmente, as novas operações de empréstimos a particulares - que incluem novos contratos e contratos renegociados - somaram 3.471 milhões de euros em agosto, menos 439 milhões do que em julho, sobretudo devido às novas operações de empréstimos para habitação.

“Este decréscimo decorreu principalmente das novas operações de empréstimos para habitação, que diminuíram 349 milhões de euros, para 2.553 milhões de euros”, destaca o banco central.

Já os montantes de novas operações das finalidades de consumo e de outros fins caíram 51 e 39 milhões de euros, respetivamente, fixando-se em 613 e 305 milhões.

Em agosto, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação aumentou 0,03 pontos percentuais, para 3,00%.

Segundo o BdP, esta subida resultou dos novos contratos, cuja taxa de juro média aumentou 0,05 pontos percentuais, para 3,00%, enquanto a taxa de juro média dos contratos renegociados caiu 0,05 pontos percentuais, fixando-se também nos 3,00%.

Na área do euro, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação subiu 0,08 pontos percentuais, para 3,60%, tendo Portugal caído uma posição entre os países da área do euro e passado a apresentar a quarta taxa média mais baixa.

Nos empréstimos ao consumo, a taxa de juro média das novas operações situou-se em 8,98%, mais 0,01 pontos percentuais do que em julho, enquanto nos empréstimos para outros fins recuou 0,02 pontos percentuais para 3,74%.

Quanto ao montante de novas operações de empréstimos concedidos às empresas, totalizou 2.035 milhões de euros em agosto, menos 1.050 milhões do que no mês anterior.

De acordo com o BdP, esta diminuição resultou, maioritariamente, do montante de novos contratos, que caiu 934 milhões de euros, para 1.828 milhões de euros.

O banco central detalha que as novas operações de empréstimos até um milhão de euros totalizaram 1.051 milhões de euros, menos 435 milhões do que no mês anterior, enquanto as operações acima de um milhão de euros recuaram 625 milhões de euros, para 984 milhões.

A taxa de juro média das novas operações de empréstimos às empresas aumentou 0,12 pontos percentuais, passando de 4,04% em julho para 4,16% em agosto.

Esta variação resultou de um aumento das taxas de juro tanto de empréstimos até um milhão de euros (+0,12 pontos percentuais, para 4,33%), como de empréstimos acima de um milhão de euros (+0,09 pontos percentuais, para 3,98%).

Juros de renegociações e novos créditos para casa sobem para 3% em agosto

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados do BdP, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação - que inclui novos contratos e renegociações - aumentou 0,03 pontos percentuais face aos 2,97% registados em julho, situando-se no valor mais alto desde abril de 2025 (3,06%). Em setembro e outubro de 2023, esta taxa chegou a atingir os 4,31%.

O banco central detalha que esta subida resultou dos novos contratos, cuja taxa de juro média aumentou 0,05 pontos percentuais, para 3,00%.

Já a taxa de juro média dos contratos renegociados diminuiu 0,05 pontos percentuais, fixando-se também nos 3,00%.

Na área do euro, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação subiu 0,08 pontos percentuais, para 3,60%, tendo Portugal caído uma posição entre os países da área do euro, passando a apresentar a quarta taxa média mais baixa, depois de Malta, Bulgária e Croácia.

Já a prestação média mensal do 'stock' de empréstimos à habitação aumentou em agosto pelo 12.º mês consecutivo e atingiu um novo máximo da série histórica: 446 euros, mais cinco euros do que em julho e mais 28 euros do que no final de 2025.

De acordo com o BdP, este aumento resultou do acréscimo quer da prestação média dos contratos já existentes, quer dos novos contratos, “estes últimos com prestações médias mais elevadas”.

Em agosto, 87% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, isto é, com uma taxa de juro fixa num período inicial, seguida de taxa variável.

Nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais face a julho, para 2,86%, enquanto nas novas operações a taxa variável subiu 0,02 pontos percentuais para 3,23%.

Novos contratos de empréstimos à habitação recuam para 2,1 mil milhões em agosto
'Stock' de empréstimos para habitação tem em agosto maior subida anual desde 2003
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