Apesar do choque petrolífero e dos apoios, Governo mantém excedente pelo segundo mês consecutivo

Contas públicas resistem ao embate das medidas de mitigação do preço dos combustíveis e do agravamento do custo de vida, mostram as próprias Finanças. Excedente público em julho e agosto.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças. Lisboa, outubro de 2025.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças. Lisboa, outubro de 2025.Foto: Gerardo Santos
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O ambiente de crise e o choque petrolífero não impediram o governo portugueses de entregar um excedente em agosto e pelo segundo mês consecutivo.

Segundo a Entidade Orçamental, tutela direta do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, o saldo acumulado das contas públicas desde o início deste ano recuou ligeiramente em relação a julho, mas, ainda assim, manteve-se positivo, com as receitas a ultrapassarem as despesas públicas em mais de 249 milhões de euros, mesmo com os apoios aos combustíveis e outros decorrentes do choque em curso.

Portanto, as contas públicas demonstram há já algum tempo que conseguem resistir a esses gastos de apoio às famílias e empresas que não eram esperados, até ao final de fevereiro passado, quando os EUA e Israel atacaram o Irão.

Nos primeiros sete meses deste ano, de janeiro a julho, o excedente obtido foi de 281 milhões de euros, mas há um ano a conta era muito mais folgada, com um excedente superior a dois mil milhões de euros no período de janeiro a agosto de 2025.

A entidade das Finanças diz, na nova síntese de execução orçamental, que "as Administrações Públicas (AP) registaram, até agosto de 2026, um saldo global de 249,3 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, em que o saldo global foi de 2.048,7 milhões de euros".

"Esta evolução é justificada por um crescimento da despesa (10,4%) superior ao da receita (7,9%)", diz o documento oficial divulgado no site da Entidade Orçamental (antiga Direção-Geral do Orçamento ou DGO).

(em atualização)

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