O ambiente de crise e o choque petrolífero não impediram o governo portugueses de entregar um excedente em agosto e pelo segundo mês consecutivo.
Segundo a Entidade Orçamental, tutela direta do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, o saldo acumulado das contas públicas desde o início deste ano recuou ligeiramente em relação a julho, mas, ainda assim, manteve-se positivo, com as receitas a ultrapassarem as despesas públicas em mais de 249 milhões de euros, mesmo com os apoios aos combustíveis e outros decorrentes do choque em curso.
Portanto, as contas públicas demonstram há já algum tempo que conseguem resistir a esses gastos de apoio às famílias e empresas que não eram esperados, até ao final de fevereiro passado, quando os EUA e Israel atacaram o Irão.
Nos primeiros sete meses deste ano, de janeiro a julho, o excedente obtido foi de 281 milhões de euros, mas há um ano a conta era muito mais folgada, com um excedente superior a dois mil milhões de euros no período de janeiro a agosto de 2025.
A entidade das Finanças diz, na nova síntese de execução orçamental, que "as Administrações Públicas (AP) registaram, até agosto de 2026, um saldo global de 249,3 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, em que o saldo global foi de 2.048,7 milhões de euros".
"Esta evolução é justificada por um crescimento da despesa (10,4%) superior ao da receita (7,9%)", diz o documento oficial divulgado no site da Entidade Orçamental (antiga Direção-Geral do Orçamento ou DGO).
(em atualização)