OE2027. Líderes da banca unânimes na necessidade de "contas certas" e de estabilidade

Responsáveis do BPI, do Santander e do Millenium BCP alinharam na necessidade de que o caminho traçado até agora e atravessou governos do PS e do PSD é para continuar.
Debate ocorreu na Money Conference 2026, uma iniciativa do DN e do Dinheiro Vivo
Debate ocorreu na Money Conference 2026, uma iniciativa do DN e do Dinheiro VivoFOTO: Leonardo Negrão
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Em dia de apresentação do Orçamento do Estado para 2027, o tema não fugiu à discussão entre os líderes dos principais bancos portugueses, que estiveram presentes na Money Conference 2026, em Cascais, com a mensagem de que o caminho traçado até agora tem de continuar.

João Paulo Oliveira e Costa, CEO do BPI, avisou que não se pode “estragar” o caminho das contas certas construído até agora e que tem atravessado os últimos governos de cores partidárias diferentes.

Apesar de defender uma redução da despesa pública, Oliveira e Costa apontou para a limitação dessas críticas. “Quem nunca fez orçamentos é que gosta de mandar bocas”, comentou, acrescentando que a questão deve ser “onde” é que esses cortes podem ser feitos.

“Quem lá vai gerir a máquina, tem de gerir de acordo com a máquina que encontra”, acrescentou.

Por sua vez, Isabel Guerreiro, do Santander, aponta duas prioridades para este orçamento: a importância da “previsibilidade e da estabilidade”, especialmente num cenário internacional que já é “suficientemente imprevisível”. Ainda assim aponta as necessidades de “licenciamentos mais rápidos”, da execução do PRR e de “manter as contas públicas equilibradas” como alguns dos pontos importantes a abordar.

“A mensagem é de pedir sentido de Estado a todas as forças políticas para que o próximo orçamento seja bem executado”, acrescentou.

Por fim, Miguel Maya, CEO do Millenium BCP, deixou uma mensagem semelhante a favor das “contas equilibradas”, acrescentando apenas que o Orçamento do Estado deve “concentrar os apoios nas classes mais desfavorecidas”.

“Tudo o resto se joga fora do orçamento”, ressalvou o CEO, que sublinhou que é com esses temas que estão fora ou que, para o banqueiro, deviam estar fora, nomeadamente “as transformações na habitação, na justiça ou no licenciamento”.

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