

A Gronelândia é um dos territórios com mais recursos em todo o mundo. Depois de ser fixada como alvo das ambições do presidente norte-americano Trump, a ilha do Ártico depara-se agora com a entrada de uma petrolífera com ligações ao presidente dos EUA, sem que tenha sido concedida qualquer autorização.
De acordo com o The Guardian, está em causa a Greenland Energy, uma empresa criada em 2025, no Texas, que já levou equipamento para o território da Gronelândia e pretende iniciar a exploração de petróleo.
Na perspetiva da Greenland Energy, aquelas reservas deverão conter petróleo no valor de mais de um bilião de dólares. Posto isto, tem planos para investir 60 milhões de dólares para fazer um furo e encontrar os depósitos.
Enquanto território semi-autónomo da Dinamarca, a Gronelândia tem poder para decidir sobre os recursos naturais próprios. Até ao momento, o governo autónomo não cedeu na possibilidade de explorar petróleo na região. De resto, não emite qualquer licença desde 2021, sobretudo por prioridades ligadas ao meio ambiente.
Porém, a entrada da Greenland Energy funciona como mecanismo de pressão, mediante a possibilidade de os EUA ocuparem parte do território para possibilitarem um cenário de extração de petróleo. O próprio Donald Trump já deu a entender que essa seria uma possibilidade, ainda que tenha acabado por negar.