Portugal junta-se a fundo europeu que quer criar novos campeões tecnológicos

Ministro das Finanças diz que a contribuição será "proporcional à dimensão de Portugal"
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das FinançasFoto: OLIVIER HOSLET / EPA
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Portugal vai participar com fundos “à proporção da sua dimensão” na Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus, uma aliança europeia de investimento do Banco Europeu de Investimento (BEI), anunciou esta sexta-feira (10 de julho) o ministro das Finanças.

“Este fundo do BEI é mais uma iniciativa para a inovação e para a competitividade da União Europeia. Os 27 Estados-membros acordaram e por isso todos estarão presentes, [mas] ainda não está definido, na maior parte dos casos, qual é o montante que será alocado por cada Estado-membro”, disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

Falando no final da reunião do Ecofin, em Bruxelas, o responsável acrescentou: “Nós teremos, já na próxima semana, uma reunião técnica entre as equipas do Ministério das Finanças e do BEI e depois fecharemos um valor que, naturalmente, será um valor à proporção da dimensão de Portugal e daquilo que são as oportunidades do fundo”.

Isto significa que “Portugal entrará com recursos próprios”, ainda por definir, reforçou.

Portugal aderiu à Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus, uma aliança europeia de investimento do Banco Europeu de Investimento (BEI), que pretende mobilizar até 80 mil milhões de euros para apoiar 1.500 empresas tecnológicas europeias em fase de expansão.

“A Europa está a alargar a sua iniciativa emblemática de apoio a empresas tecnológicas líderes, num esforço conjunto do Grupo BEI e dos principais investidores institucionais e gestores de ativos que, com o apoio dos governos de 27 Estados-membros da UE, irão mobilizar até 80 mil milhões de euros de investimento em empresas altamente inovadoras em fase de expansão para se tornarem líderes mundiais”, anunciou hoje o banco da União Europeia (UE) em comunicado.

O anúncio foi feito em Bruxelas, à margem da reunião os ministros das Finanças da UE, na qual os ministros e representantes do Grupo BEI e de investidores institucionais privados manifestaram apoio à nova fase da iniciativa.

A iniciativa pretende angariar até 15 mil milhões de euros, cerca de quatro vezes mais do que a primeira edição, lançada em 2023, utilizando esse capital para mobilizar um volume total de investimento de até 80 mil milhões de euros destinado a empresas altamente inovadoras com potencial de crescimento internacional.

Segundo o BEI, o objetivo é colmatar o défice de financiamento enfrentado pelas empresas tecnológicas europeias em fase de expansão, permitindo-lhes crescer e competir à escala global sem recorrer a financiamento fora da Europa.

O Grupo BEI comprometeu-se a investir até 1,25 mil milhões de euros no fundo.

Além de apoiar megafundos europeus, a iniciativa passará também a investir, pela primeira vez, em fundos de crescimento de média dimensão superiores a 300 milhões de euros e criará uma plataforma pan-europeia de investimento destinada a facilitar o acesso dos investidores privados ao mercado tecnológico europeu.

A dimensão final da iniciativa será definida no segundo semestre de 2026, após o encerramento do primeiro período de subscrição.

Na primeira fase, o projeto apoiou 15 megafundos de investimento, que financiaram empresas tecnológicas europeias em crescimento, contribuindo para o desenvolvimento de 12 unicórnios, empresas avaliadas em mais de mil milhões de euros.

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