Preço do gás na Europa atinge máximos de três anos devido ao conflito no Médio Oriente

Durante a tarde, o preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 4,63%, para 76,73 euros/MWh.
Preço do gás na Europa atinge máximos de três anos devido ao conflito no Médio Oriente
Artur Machado / Global Imagens
Publicado a

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos subiu esta terça-feira, 8 de setembro, mais de 4%, superando 76 euros por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde janeiro de 2023, devido ao conflito no Médio Oriente.

Durante a tarde, o preço deste gás, referência na Europa, subia 4,63%, para 76,73 euros/MWh.

Na véspera, o gás natural, tinha subido 1,88%, para 73,30 euros/MWh.

Para encontrar preços acima dos níveis atuais é preciso recuar a janeiro de 2023, quando chegou a atingir os 88 euros/MWh, segundo a agência EFE.

O gás valorizou-se mais de 140% na Europa desde o início do conflito, com o bombardeamento do Irão pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

Ao aumento recente dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão junta-se o receio de que seja cobrada uma taxa pela passagem no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais de transporte de gás e petróleo.

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram esta terça-feira que esta passagem constitui uma "linha vermelha" para o país e que não pode ser cobrada qualquer taxa pela circulação.

A par da subida do preço do gás, o preço do barril de Brent, de referência na Europa, também sobe e esta terça-feira chegou a aproximar-se dos 100 dólares por barril, um valor que não ultrapassa desde julho passado.

A subida dos preços da energia aumenta a pressão sobre a inflação devido aos custos energéticos mais elevados.

Precisamente com o foco no controlo da subida dos preços no consumidor, o Banco Central Europeu reúne-se esta quinta-feira, podendo decidir uma nova subida das taxas de juro.

A União Europeia (UE) não enfrenta um risco imediato para a segurança do abastecimento de gás, apesar de os níveis de armazenamento estarem abaixo dos registados em anos anteriores, divulgou a Comissão Europeia, na semana passada.

“Apesar de os níveis de armazenamento de gás estarem mais baixos do que nos anos anteriores, os Estados-membros e a Comissão Europeia consideram que não existe, neste momento, um risco imediato para a segurança do abastecimento de gás na UE”, indicou a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia em comunicado.

A avaliação foi feita durante uma reunião do Grupo de Coordenação do Gás, que juntou especialistas do executivo comunitário e dos países para analisar a situação dos mercados energéticos e a preparação para o próximo inverno.

Diário de Notícias
www.dn.pt