Preço do metro quadrado na avaliação bancária sobe 12 euros num mês

As casas em Portugal nunca foram tão valiosas para a banca. O valor mediano de avaliação imobiliária subiu para o recorde de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 15,2% face ao mês homólogo.
Preço do metro quadrado na avaliação bancária sobe 12 euros num mês
Artur Machado
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O valor mediano de avaliação bancária na habitação alcançou um novo recorde de 2.240 euros por metro quadrado em julho.

Este valor representa um aumento de 12 euros em relação ao mês anterior e está 15,2% acima do registrado no mesmo mês de 2025, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento homólogo de 15,2% é inferior ao que foi observado em junho, que foi de 16,6%. A variação em cadeia, por sua vez, fixou-se em 0,5%.

O Alentejo destacou-se como a região com o aumento mais expressivo face ao mês anterior, com uma subida de 1,3%. Por outro lado, a Região Autónoma dos Açores registou a descida mais acentuada, com uma redução de 1,9%.

Analisando o contexto homólogo, a Península de Setúbal liderou os aumentos, com uma subida significativa de 20,4% em comparação com o ano anterior.

Apesar das diferenças assinaláveis entre tipologias, os apartamentos mostraram um desempenho robusto, atingindo um valor mediano de 2.627 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 16,5% em relação a julho de 2025.

A Grande Lisboa e o Algarve mantiveram as posições de destaque, com valores de 3.469 e 3.010 euros, respetivamente.

No que diz respeito ao Alentejo, a região não só liderou em termos de crescimento anual para apartamentos, com uma sólida subida de 25,3%, como também se destacou mensalmente, com um aumento de 3,9% em comparação com junho.

Entre as diversas tipologias de apartamentos, os T1 apresentaram um aumento significativo, subindo 41 euros para 3.343 euros por metro quadrado. Os T2 e T3 também registraram variações, com aumentos de 17 e 2 euros, respectivamente.

As moradias, embora com um crescimento inferior ao dos apartamentos, ainda assim mostraram uma evolução positiva. A avaliação mediana foi de 1.606 euros por metro quadrado, refletindo um aumento de 13,6% em relação ao ano anterior. A Grande Lisboa e o Algarve continuaram a ser as regiões mais valorizadas, com 2.922 e 2.846 euros, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos, a rondar os 1.163 e 1.300 euros.

Em termos de crescimento anual, a Região Autónoma da Madeira destacou-se, com uma subida de 17,8%, sem registar descidas em nenhuma região.

Comparando com junho, as moradias aumentaram 0,4%, com o Alentejo novamente a liderar as subidas mensais, desta vez com 1,9%. A análise por tipologia de moradias revelou variações distintas: os T2 aumentaram 11 euros para 1.612 euros por metro quadrado, enquanto os T3 subiram 14 euros, chegando a 1.565 euros. Por outro lado, os T4 sofreram uma ligeira descida de 30 euros, fixando-se em 1.655 euros.

As disparidades geográficas continuam a ser um fator importante nas avaliações.

Em julho, a Grande Lisboa apresentava um valor 51,7% superior à média nacional, seguida pelo Algarve e pela Península de Setúbal, com diferenças de 32,6% e 24,2%, respetivamente.

Em contraste, regiões do interior como a Beira Baixa e o Alto Alentejo apresentaram valores significativamente inferiores, com diferenças de 52,9% e 52,5%, evidenciando a desigualdade entre as áreas metropolitanas e as zonas menos urbanizadas.

O número total de avaliações também cresceu, alcançando 34.053 em julho, um aumento de 458 avaliações em relação ao mês anterior, refletindo um crescimento de 1,4% e de 0,6% comparativamente a julho de 2025.

Esses dados, que dizem respeito às avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, servem como um indicador relevante, embora não reflitam necessariamente os valores efetivamente transacionados no mercado, lembrou o INE.

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