O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta quinta-feira, 30, a estimativa rápida do índice de preços no consumidor (IPC) de abril, que aponta uma aceleração da inflação homóloga para 3,4%, mais 0,7 pontos percentuais do que em março.
A leitura reflete sobretudo a subida dos preços dos combustíveis, associada ao aumento do preço do petróleo, que o INE identifica como o fator predominante.
O índice dos produtos energéticos registou uma variação de 11,7% em abril, depois de 5,7% em março, enquanto o índice dos produtos alimentares não transformados acelerou para 7,5% (antes 6,4%).
A componente subjacente da inflação — que exclui energia e alimentos não transformados — também subiu, para 2,2% em abril, mais 0,2 pontos face ao mês anterior, sugerindo pressões de preços mais disseminadas para lá dos itens voláteis.
No plano mensal, o IPC terá crescido 1,4% em abril, contra 2,0% em março e 0,7% em abril de 2025. A variação média do índice nos últimos 12 meses situa‑se em 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% do mês anterior.
Para efeitos de comparação europeia, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma taxa homóloga de 3,3% em abril, acima dos 2,7% apurados em março.
O INE associa a pressão sobre os combustíveis ao conflito no Irão, iniciado no final de fevereiro, e ao consequente encerramento do estreito de Ormuz — corredor por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito —, facto que tem influenciado os preços energéticos globais.
Os dados definitivos de abril relativamente à inflação serão publicados a 13 de maio pelo gabinete de estatísticas.