

A pressão inflacionista na indústria europeia voltou a intensificar-se no mês de setembro. Segundo os dados apurados e divulgados pelo Eurostat esta quinta-feira, o índice de preços na produção industrial registou um disparo homólogo de 11,1% na Zona Euro e de 10,9% no conjunto da União Europeia (UE). Em Portugal, a escalada foi mais contida, situando-se em 9,5% — um valor abaixo da média comunitária.
Na comparação mensal, a tendência de subida manteve-se generalizada. Em relação a agosto, os custos à saída da fábrica progrediram 2,5% no espaço da moeda única e 2,6% nos 27 Estados-membros da UE. Em solo nacional, o crescimento mensal travou nos 2,2%.
A factura energética voltou a ser o principal motor do aumento das despesas no sector transformador, ao subir 30,8% na Zona Euro e 30% no bloco comunitário. Em cadeia (face ao mês anterior), este segmento específico encareceu 7,8% nos países do euro e 7,7% no total da UE.
No mapa europeu das assimetrias inflacionistas, a Bulgária esteve no topo dos agravamentos, ao contabilizar um disparo homólogo nos preços industriais de 22,9%. Seguiram-se a Irlanda, com uma subida de 19,9%, e a Lituânia, que registou um avanço de 19%. Em sentido inverso, o Luxemburgo destacou-se como o único Estado-membro a conseguir uma trajetória de deflação na produção, com um recuo de 8,1%.
Ao analisar a variação face ao mês transato, a Bulgária voltou a liderar os aumentos com uma subida de 4,6%, acompanhada de perto pela Lituânia (+4,2%), Grécia e Espanha (ambas com um crescimento de 3,9%). Em contrapartida, no Luxemburgo e em Malta, os preços na produção industrial não sofreram qualquer alteração em relação a agosto, mantendo uma evolução nula.