

A produção industrial da China cresceu 4,5% em maio, em termos homólogos, acelerando 0,4% face ao mês anterior, enquanto as vendas a retalho registaram a primeira queda em três anos e meio, segundo dados divulgados esta terça-feira, 16.
De acordo com os dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial avançou acima das expectativas do mercado, que apontavam para um crescimento em torno de 4,3%.
Entre os três grandes setores analisados pelo organismo, o maior aumento foi registado na produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água, com uma subida de 7,6%, seguido da indústria transformadora (+4,4%) e da mineração (+2,3%).
Nos primeiros cinco meses do ano, a produção industrial chinesa cresceu 5,4% em comparação com o mesmo período de 2025.
O gabinete de estatísticas divulgou também os dados das vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo interno, que caíram 0,6% em maio face ao mês anterior, registando a primeira contração desde dezembro de 2022.
O indicador vinha a desacelerar nos últimos meses, mas os analistas esperavam que permanecesse estável.
Entretanto, a taxa oficial de desemprego nas zonas urbanas recuou de 5,2% para 5,1%.
O investimento em ativos fixos, que passou de um crescimento de 3,2% em 2024 para uma queda de 3,8% em 2025, agravou a descida para 4,1% no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, depois de ter registado uma contração de 1,6% até abril.
Embora as autoridades chinesas não divulguem dados mensais para este indicador, o portal especializado Trading Economics estima que o investimento em ativos fixos caiu 10,3% em maio, em termos homólogos.
Nos primeiros cinco meses do ano, apenas o investimento em infraestruturas permaneceu em terreno positivo, com um crescimento de 0,6%. O investimento na indústria transformadora caiu 0,4%, enquanto o setor imobiliário continuou a penalizar a economia, registando uma queda de 16,2%.
O Gabinete Nacional de Estatísticas indicou ainda que as vendas de imóveis novos, medidas pela área de construção transacionada, recuaram 10,8% até maio, aprofundando em 0,6 pontos percentuais a descida registada na leitura anterior.