

A produção de petróleo dos países do Golfo Pérsico permanece, este mês, 14,5 milhões de barris por dia abaixo dos níveis anteriores ao conflito, segundo estimativas do banco Goldman Sachs.
Numa nota datada de quinta‑feira, analistas como Daan Struyven apontam que o total da região se situa agora 57% abaixo do registado antes do início da guerra com o Irão.
Os peritos advertem que uma recuperação provável exigirá "alguns meses" e dependerá de uma reabertura total e segura do estreito de Ormuz, bem como da ausência de novos ataques.
O prognóstico parte da premissa de que só uma normalização do tráfego marítimo permitirá repor gradualmente a produção interrompida.
O mercado mundial do petróleo tem vindo a sentir uma pressão crescente à medida que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão entra no terceiro mês.
O tráfego pelo estreito de Ormuz — via que liga o golfo Pérsico aos mercados globais — permanece praticamente bloqueado, com Teerão e Washington a tentarem impor restrições aos navios.
Em consequência, o Brent, referência internacional do crude, regista o quinto dia consecutivo de subida, com uma valorização semanal estimada em 17%.
Os analistas sublinham que quanto mais tempo o estreito se mantiver efetivamente encerrado, mais duradouras serão as restrições e mais lenta provavelmente a recuperação da produção.