Portugal ultrapassou a meta prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para os Centros Tecnológicos Especializados (CTE), com 402 centros executados face aos 365 inicialmente previstos, num investimento de 480 milhões de euros.
Durante a inauguração de três CTE na Escola de Comércio de Lisboa (ECL), o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, avançou que os CTE, destinados à modernização do ensino profissional, deverão beneficiar mais de 38 mil alunos, através de novos equipamentos, laboratórios, oficinas, tecnologias e ambientes de aprendizagem.
Em causa está um investimento em quatro áreas estratégicas, designadamente: informática (210), indústria (125), digital (35) e energia renováveis (32), abrangendo 147 concelhos e 252 centros públicos e 150 privados.
No setor público foram investidos 289,6 milhões de euros, enquanto no privado este valor desce para 187,5 milhões de euros.
No evento, Castro Almeida, reiterou que o PRR está “executado além de 100%” e que foram cumpridos todos os marcos e metas previstos, destacando o trabalho realizado para concretizar os investimentos.
“Nem tudo corre bem em Portugal. Mas há coisas que correm bem. O PRR correu bem”, afirmou o governante, defendendo que deve existir uma informação “estabilizada e equilibrada” sobre a execução do plano.
Para o governante, o investimento nos CTE é relevante não apenas pelo valor financeiro, mas sobretudo pelo objetivo de aproximar as escolas da realidade das empresas e valorizar o ensino profissional.
“É esta ligação entre educação e economia que torna este investimento particularmente relevante”, afirmou o ministro, sublinhando que os centros procuram formar jovens para as necessidades do mercado de trabalho.
Manuel Castro Almeida destacou ainda a ligação entre a política de qualificações e a política económica, considerando que a capacidade das empresas para encontrar trabalhadores com as qualificações necessárias começa na qualidade das escolas e na articulação entre o sistema educativo, as empresas e o sistema científico e universitário.
Ainda assim, segundo os dados apresentados, o investimento de 480 milhões de euros corresponde a pouco mais de 2% do PRR.
O governante defendeu ainda que os fundos europeus devem servir uma estratégia de transformação da economia portuguesa, com o objetivo de aumentar a produtividade, reforçar a capacidade das empresas e criar empregos com melhores salários.
Nas palavras da diretora da ECL, Catarina Esménio, “este é um momento particularmente importante para a ECL, marcando uma nova etapa de modernização" dos seus espaços, equipamentos e práticas de ensino, reforçando “o compromisso da escola com a inovação, a tecnologia e a qualificação" dos jovens.