Receita do pescado transacionado em lota sobe 2% em 2025 para 345 milhões

Dados do INE mostra, que estiveram embarcados na frota de pesca nacional licenciada 9.358 marítimos, um aumento de 1,9% face ao número de embarcados em 2024, equivalente a mais 177 indivíduos.
Receita do pescado transacionado em lota sobe 2% em 2025 para 345 milhões
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A frota de pesca nacional capturou 166.872 toneladas de pescado em 2025, o que representa um aumento de 0,7% face a 2024, de acordo com dados divulgados esta sexta-feira, 29, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento da captura resultou do crescimento da atividade em pesqueiros externos (+10,9%), sendo que as capturas em águas nacionais tiveram um decréscimo de 2,4%.

O pescado transacionado em lota gerou uma receita de 344,6 milhões de euros, um acréscimo de 2,0% relativamente ao ano 2024, tendo o preço médio anual do pescado fresco ou refrigerado subido 4,3%, passando de 2,62 euros/kg para 2,73 euros/kg em 2025.

Em 2025 estiveram embarcados na frota de pesca nacional licenciada 9.358 marítimos, um aumento de 1,9% face ao número de embarcados em 2024, equivalente a mais 177 indivíduos.

O número de apanhadores e pescadores apeados licenciados decresceu 5,1%, em relação a 2024.

A frota licenciada (3.501 embarcações) representava 51,6% do número total de embarcações (53,1% em 2024), 84,2% do total da arqueação bruta (-3,6 pontos percentuais, p.p., face a 2024) e 79,6% do total da potência (81,9% em 2024) da frota registada nesse ano.

Em 2025 foram abatidas 61 embarcações à frota de pesca, menos 24 unidades saídas face ao ano transato (-28,2%). Houve 36 novos registos em 2025, ou seja, menos 11 embarcações entradas (-23,4%) do que no ano anterior.

O Programa Operacional que gere o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEA PA), designado por PO ar 2030, apresentava, no final de 2025, uma taxa de execução de 18,9% dos montantes FEA PA programados.

As quotas portuguesas em 2025 diminuíram cerca de 38%, tendo, contudo, a taxa de utilização das mesmas atingido 47%, mais 21,3 p.p. face a 2024. Das espécies relevantes sujeitas a limitações de captura, as reduções mais significativas ocorreram para o carapau, goraz, verdinho e sarda.

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