Rendimento real das famílias estagna no G7 no terceiro trimestre de 2025

Conclusão é retirada de um estudo da OCDE. Em Portugal, o rendimento disponível das famílias subiu 1,3% no terceiro trimestre do ano passado.
Rendimento real das famílias estagna no G7 no terceiro trimestre de 2025
Rendimento real das famílias estagna no G7 no terceiro trimestre de 2025 Leonardo Negrão
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O rendimento real das famílias per capita nos países da OCDE subiu 0,3% no terceiro trimestre de 2025, enquanto entre os membros do G7 este indicador estagnou, segundo dados divulgados esta terça-feira, 10, pela OCDE.

Entre os 20 países para os quais há dados disponíveis, 11 registaram crescimento do redimento disponível, oito viram uma redução e um ficou inalterado. Contudo, o crescimento do rendimento real das famílias per capita no G7 estagnou, com a maioria das principais economias a registar uma contração.

Nos países do G7, o Reino Unido registou a maior queda (-0,8%) no terceiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente pelo aumento dos impostos sobre o rendimento e o património, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real per capita foi nulo.

Em França e no Canadá, o rendimento real das famílias per capita caiu (-0,3% e -0,1%, respetivamente) devido à aceleração da inflação dos preços ao consumidor.

A inflação também teve um impacto negativo no rendimento real per capita nos Estados Unidos (-0,1%), encerrando o período mais longo de crescimento contínuo pós-covid na OCDE, que começou no terceiro trimestre de 2022.

Em contrapartida, a Itália registou um aumento na renda real das famílias per capita (1,7%), bem como a Alemanha (0,5%), impulsionado principalmente pela remuneração dos trabalhadores.

Entre os restantes países da OCDE, a Hungria registou o maior aumento na renda real das famílias per capita (1,6%), enquanto a maior queda no rendimento real das famílias per capita foi observada na Holanda (-1,6%), onde as subidas nas contribuições sociais líquidas e nos impostos sobre a renda e o património compensaram os aumentos na remuneração dos empregados.

Em Portugal, o rendimento disponível das famílias subiu 1,3% no terceiro trimestre do ano passado.

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