

A Renova inaugurou esta segunda-feira (29 de junho) uma central de biomassa que passa a integrar a fábrica 2 da empresa de papel portuguesa.
A obra, em Zibreira, concelho de Torres Novas, faz parte do projeto Descarboniza@Renova e vai substituir o uso de gás natural até agora usado para produzir a energia térmica usada no fabrico dos guardanapos e lenços pela empresa.
A cerimónia contou com a presença do CEO da empresa, Paulo Pereira da Silva, o secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, e o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, José Trincão Marques.
Paulo Pereira da Silva destacou a medida como um "passo gigante" da empresa na descarbonização da empresa, assumindo que que "há gente aqui dentro que não tem bem a noção do passo que aqui foi dado" para a empresa.
O investimento, no valor de 11 milhões de euros, foi pago em mais de metade (5,8 milhões de euros) com fundos da União Europeia, nomeadamente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) lançado em 2021 para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19.
A nova caldeira veio substituir, em parte, a anterior, que funcionava a gás natural e servia para secar o papel no processo de processamento, necessário para a produção do chamado “papel tissue”, base dos lenços, papel higiênico e rolo de cozinha.
Segundo Filipe Almeida, diretor de projetos da Renova, foi possível reduzir para metade o uso deste combustível pela empresa, que passou a ser usado como backup em caso de problemas com a caldeira ou em manutenção.
Originalmente, o objetivo era o de reduzir em 43% as emissões de CO² em comparação com 2020. Esse objetivo, disse Filipe Almeida em conferência de imprensa, foi superado em 2025, com uma redução de 50,6% face a cinco anos antes.