

O turismo dos residentes em Portugal caiu no segundo trimestre, tendo invertido a tendência de crescimento homólogo que se registava desde o terceiro trimestre de 2024.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), quem reside em solo nacional fez um total de 5,9 milhões de viagens turísticas no período de abril a junho. Em causa está um decréscimo de 1,5% face ao mesmo intervalo de tempo do ano passado.
Separados os meses, foram registadas descidas em abril e junho (menos 3,4% e menos 5%), ao passo que maio contrariou a tendência do segundo trimestre, com uma subida (5,5%).
A razão foi um corte de 3,8% nas viagens realizadas em Portugal (aumento de 3,4% no primeiro trimestre), na medida em que se registaram 4,8 milhões (81,8% do total). Por outro lado, os números mostram um disparo de 10% nas viagens ao estrangeiro (mais 30% no primeiro trimestre), fruto de um total de 1,1 milhões de deslocações (18,2% do total).
Metade das viagens (49,9%, mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre homólogo) dizem respeito a "lazer, recreio ou férias", apontam os dados. Segue-se a categoria de "visita a amigos e familiares", com 2,1 milhões de deslocações (36,2% do total, menos 0,3 pontos do que no mesmo período de 2025).
Também a duração média das viagens caiu, em termos homólogos. É que este indicador não foi além das 3,22 noites (após 3,35 no segundo trimestre do ano passado).
Ao mesmo tempo, o "alojamento particular gratuito" reuniu as preferências no que respeita a alojamento de quem viaja. Aquela categoria reuniu 10,1 milhões de dormidas, o que equivale a 53% do total. Ao mesmo tempo, "hotéis e similares" registaram 6,4 milhões de dormidas de residentes, ou 34% do bolo.